A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?

Enviada em 22/10/2022

Antes do advento da internet, o mecanismo utilizado para buscas eram os livros, tal fato envolvia os estudantes em uma investigação por respostas, desprendendo energia ao folhear livros e transcrever as respostas. Hodiernamente, no território brasileiro, a substituição do caderno por notebooks e tabletes, representam ora evolução, por sua alta tecnologia, ora atraso cognitivo, oriundo do imediatismo das respostas. Nesse sentido, dois fatores não devem ser negligenciados: a tendência preguiçosa da humanidade e o estímulo ao comodismo.

O fato do organismo humano poupar energia, torna-os preguiçosos, institivamente. Tal fato pode-se verificar com a evolução das espécies, teoria do filósofo C. Darwin, pois durante a pré história era necessário que os homens e mulheres estivessem sempre atentos com possíveis predadores. Dessa forma, era necessário poupar energia para utilizá-la em situações mais oportunas. Apesar de a humanidade não passar pelas mesmas situações anteriores, esse mecanismo de defesa perpetuou ao longo dos anos. Logo, se institivamente os indivíduos poupam energia, não precisar buscar informações os mantém em sua zona de conforto.

Além disso, com a era moderna e a tecnologia, há um crescente incentivo ao comodismo, pois possuir ferramentas cada vez mais práticas que reduzam sua capacidade de busca e aperfeiçoamento corrobora em seres inertes. Tal premissa está em consonância com o pensamento do filósofo A. Schopenhauer, que em sua obra “O Mundo Como Vontade e Representação” subentende-se que o meio estimula a percepção do mundo dos indivíduos, dessa forma, com respostas sempre prontas a sua disposição a humanidade caminha para um atraso cognitivo no que cerne a busca por conhecimentos.

Destarte, a fim de que o não haja atraso cognitivo nem inércia da sociedade atual, urge que o Ministério da Educação incentive a busca por conhecimentos e aperfeiçoamento dos seres, por meio de uma formação para os profissionais da educação de forma geral, que incentive seus discente aos hábito de ler e buscar informações de forma ativa, tornando-os protagonistas de seu aprendizado. Somente assim, a nação figurará com pessoas decididas e a preguiça será vencida.