A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?
Enviada em 24/10/2022
A Revolução Técnico-Científico-Informacional, que aconteceu no século XX, trouxe diversos avanços para o mundo, com destaque para os computadores. Nesse cenário, houve uma amplificação ainda maior das tecnologias no dia a dia das pessoas, haja vista que os celulares, tablets e notebooks são constantemente encontrados, sobretudo nos ambientes escolares. No entanto, todo esse conjunto de inovações tem gerado impasses nos processos pedagógicos contemporâneos, uma vez que são supervalorizados os usos desses recursos e abandonados os tradicionais e funcionais métodos de ensinos em escolas.
Sob esse viés, tornou-se comum o uso de tablets e notebooks em escolas e universidades, o que é passível de debates. Nesse contexto, de acordo com uma pesquisa feita pela Universidade de Michigan, 75% dos alunos perdem o foco das aulas ao usarem as tecnologias para lhes ajudarem. Tal fato gera uma reação em cadeia de fracassos na educação, pois os professores se sentem desencorajados pelo baixo aprendizado dos seus alunos e esses acabam saindo da escola sem saber o mínimo para as suas vidas. Tudo isso causará, no futuro, a nivelação da formação de pessoas que não sabem o necessário.
Ademais, o descuido dos métodos clássicos de ensinos tem sido muito disparado, principalmente pelos governantes. Como prova disso, pode-se mencionar que 81% das escolas públicas do país possuem salas de informática, por Censo Escolar. Essa condição gera preocupações sociais, uma vez que o sistema de ensino brasileiro não possui um método para a devida integração dos computadores no aprendizado. Assim, é nítido que, hoje, as tecnologias não substituem o papel do ensino tradicional.
Portanto, é inadiável a intervenção do Estado para tratar os impasses sobreditos. Logo, o Ministério da Educação deve criar um plano nacional para uma sucessiva conexão entre os métodos tradicionais e os tecnológicos de ensinos nas escolas, por meio da colaboração entre pedagogos e cientistas da computação. Com isso, terá um método claro de ensino que incentiva o aprendizado, promovendo os professores e os alunos para uma formação de cidadãos racionais.