A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?
Enviada em 24/10/2022
Desde os início do século XXI, com o avanço da tecnologia à sociedade passou a vivência maior parte do tempo no mundo virtual, entretanto, o manuseio de tablets no ensino aprendizagem tornou-se comum na vida dos estudantes brasileiros, porém, ao trocar os cadernos por tablets ou notebooks no ambiente escolar podem acarretar sérios problemas na aprendizagem.
Muitos alunos e universitários optam pelo uso desse equipamento para facilitar suas anotações ao invés de usar o tradicional caderno na sala de aula. O notebook é muito prático, pois deixa mais fácil a organização de diferentes conteúdos de maneira prática. Além disso, ele apresenta a vantagem de substituir a carga de diversos cadernos guardados na mochila. Mas será que os tablets e notebooks realmente são a melhor solução para o aprendizado em sala de aula?
O assunto se divide entre alunos e professores: há aqueles que permitem o uso da tecnologia durante as aulas e há os que não concordam com isso. Os alunos, muitas vezes, também divergem entre si sobre qual é o melhor método para acompanhar as aulas e tirar o máximo proveito do aprendizado que estão recebendo.
Outro fator interessante é que os alunos que anotaram no notebook transcreveram praticamente todo o conteúdo oral passado na palestra, enquanto os que usaram os cadernos se recordaram dos temas e das palavras-chave mais relevantes.
Os alunos que usaram o notebook tiveram um resultado inferior ao daqueles que usaram o caderno, o que sugere que o uso excessivo dos computadores para realizar anotações é prejudicial à memória. Essa característica, por consequência, prejudica a capacidade de aprendizado e de compreensão dos alunos.
Então resumindo os tablets e notebooks não são um bom instrumento para ser usado em sala de aula, pois não nos dá a mesma concentração de quando estamos escrevendo no caderno