A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?

Enviada em 24/10/2022

A tecnologia se inova e se reinventa a cada dia, alcançando todas as áreas de estudo e pesquisa atualmente, desde a agricultura até a astronomia. E isso não foi diferente com a educação; os simples papel e caneta aos poucos são substituídos pelos notebooks e tablets, que além de causarem menos cansaço físico, também mantém os alunos conectados com a internet e o mundo enquanto estudam, mas seria isso uma evolução ou um atraso cognitivo?

Assim como o uso de celulares, os notebooks e tablets também têm um grande potencial distrativo aos seus usuários, somente estar com o celular próximo a si já é um gatilho suficiente para pegá-lo, em busca de alguma forma de gratificação, de acordo com uma pesquisa da professora Gloria Mark, do Departamento de Informática da Universidade da Califórnia Irvine. E o mesmo ocorre com os tablets, agora sua ferramenta de estudo e a de distração são uma só, basta mudar de aba no navegador.

Além desse ponto negativo para os dispositivos eletrônicos, é importante ressaltar os benefícios cognitivos e neurológicos do clássico ato de escrever à mão. De acordo com pesquisadores do The Journal of Learning Disabilities, escrever em um caderno é uma das melhores formas de aprendizado por diversos motivos, como por exemplo, escrever necessita extrema atenção por parte do aluno, evitando que ele deixe sua mente vagar durante uma explicação e ainda é capaz de reforçar na mente aquilo que está sendo ouvido ou lido.

Tendo em vista tais argumentos, pode-se constatar que o uso de dispositivos como tablets e notebooks tem mais a atrapalhar do que contribuir o ensino dos jovens, por conta de sua capacidade distrativa e por não possuirem diversos benefícios que podem ser encontrados na escrita à mão, logo, é necessário que as instituições de ensino não incentivem o uso desses dispositivos e conscientizem os alunos sobre seus malefícios, para que haja a valorização da escrita à mão e traga mais desempenho aos estudos dos estudantes.