A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?

Enviada em 25/10/2022

Segundo o pensador Júnio Dâmaso, “ao que parece ser, sou vintage em meio à modernidade, mas diferente de ser antiquado”. Analogamente a sua idéia pode-se fazer uma referência ao Brasil, pois é evidente que a substituição do caderno por notebooks e tabletes não é viável para se obter uma melhora no aprendizado, substituido o escrever pelo digitar.

Nesse contexto, percebe-se que a substituição do caderno por aparelhos eletrônicos não é plausível para uma boa aprendizagem. Isso porque quem escreve a mão tem uma maior facilidade em se lembrar do que escreveu, sendo muito benéfico para a realização de testes e na aplicação do que se foi aprendido. Prova disso é os resultados de diferentes estudos, entre eles um conduzido por pesquisadores da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia (NTNU), sigla em inglês, publicado em 2020 no periódico Frontiers in Psychology.

Ademais, fica claro que escrever a mão é muito melhor para se aprender, por conta que se tem a tendência de resumir mais, ou seja escrever apenas o que entendeu da matéria, sendo mais fácil na hora de revisar, mas tendo em vista que se torna um processo mais demorado, sendo até teóricamente benéfico pois esse tempo ultilizado o cérebro usa para processar as informações, se tornando uma ótima qualificação .

Portanto, é necessário que a substituição do caderno por notebooks e tabletes seja alvo de uma melhor reflexão e abordagem das escolas com o apoio da sociedade. Desse modo o Ministério da Educação (MEC) poderá motivar, adquirir recursos e implantar os tabletes com canetas digitais ( os famosos IPADs), mediante que é uma abrangente do melhor de cada um dos objetos abordados, com o intuito de facilitar a escrita e no armazenamento de informações. Com essas medidas, o pensamento de Júnio Dâmaso passará a fazer parte da realidade nacional; sendo o grande objetivo sempre aprender ao máximo.