A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?
Enviada em 29/10/2022
A Revolução Técnico-Científico-Informacional provocou intensas mudanças no funcionamento da sociedade e nas instituições por ela criadas ao implementar eletrônicos em grande parte das tarefas. No entanto, as intituições de ensino, em especial as brasileiras, mostraram-se resistente às mudanças, como a substituição de cadernos por notebooks, frente à possibilidade de ampliar os problemas já existentes no ensino e facilitar a dispersão dos estudantes. Tal escolha, embora bem intencionada, impede que os alunos aproveitem os benefícios da tecnologia.
Inicialmente, eletrônicos em sala de aula podem ampliar os problemas já existentes no ensino de alguns países. O Instituto de Alfabetização Nacional constatou, em 2020, que cerca de um terço (1/3) das crianças brasileiras não são capazes de interpretarem textos ou realizarem contas matemáticas. Assim sendo, as tarefas escolares fundamentais à alfabetização dos jovens, como resolução de problemas lógicos, poderiam ser repassadas aos eletrônicos, que poderiam as fazer sem ensinar o método aos discentes. Logo, nações que sofrem com analfabetismo funcional, como o Brasil, possibilitariam a expansão do problema.
Outrossim, os usuários estariam propensos a utilizar os aparelhos no momento indevido. Daniel Barbosa, psiquiatra brasileiro referência na área, concluiu que o lobo responsável pelo planejamento de ações no futuro e do movimento apenas completa seu desenvolvimento aos 21 anos de idade. Desse modo, o adolescente no período escolar poderia escolher os momentos errados para utilizar celulares e tablets devido a sua incapacidade de pensar nas consequências de suas ações, dispersando sua atenção na aula e, possivelmente, a de seus colegas. Consequentemente, o aprendizado de todos os presentes poderia ser prejudicado.
Fica evidente, portanto, os problemas relacionados a utilização de notebooks e tablets no processo educacional. Destarte, cabe ao Ministério da Educação modernizar o método educacional brasileiro sem recorrer a ferramentas potencialmente nocivas aos integrantes das escolas por meio da revisão do curriculo nacional e das matérias repassadas nas aulas a fim de permitir que as instituições educacionais acompanhem as tendências mundias. Nesse sentido, o país aproveitaria as benesses da tecnologia sem prejudicar seus cidadãos.