A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?

Enviada em 01/08/2023

“Não basta viver, é preciso viver bem”. Tal ideia do filósofo Platão representa o desejo humano por boas condições de vida, condições essas que não conseguem ser obtidas por todos .Sob esse triste prisma, a atuação de voluntários se torna fundamental para a vivência dessas pessoas .Porém, devido ao crescimento do individualismo e da desinformação relacionada ao tema no Brasil, o trabalho voluntário tem sido cada vez mais desvalorizado.

Primeiramente, é preciso esclarecer que o individualismo é um fator chave para o desapreço pelo trabalho voluntário. Como é explicado por Zygmunt Bauman na sua teoria da modernidade líquida, na qual ele enfatiza como o individualismo gera um olhar egoísta para com o resto da sociedade.Da mesma forma, o enraizamento do meritocratismo no sociedade brasileira traz os mesmos efeitos e enfatiza uma visão errônea de uma sociedade que não necessita de voluntários, já que todos teriam as mesmas oportunidades.

Em seguida, a desinformação se mostra como um obstáculo ao crescimento de projetos voluntários.E por conta dela, muitos potenciais voluntários veem esses trabalhos como grandes compromissos e por os acharem muito inconvenientes acabam por não se envolverem.Essa visão se mostra errada pela gigantesca quantidade de projetos sociais, que variam de passar dias construindo casas para desabrigados como na “TETO”, a recolher e doar alimentos.

Portanto, para alavancar a valorização do trabalho voluntário, é preciso que os meios midiáticos divulguem projetos por meio de matérias jornalísticas e propagandas e explicitem suas ações e localização, além de trazer depoimentos de participantes, incentivando assim o pensamento coletivista e incentivando uma melhoria na qualidade de vida , assim como platão pensava ser necessário à saúde humana.