A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?

Enviada em 04/11/2022

Em entrevista ao podcast: Inteligência Ltda, a renomada psiquiatra brasileira, doutora Ana Beatriz Barbosa, apresenta a informação de que os executivos frequentantes do Vale do Silício - região tecnológica dos Estados Unidos - proibem seus filhos de usarem tecnologias digitais em detrimento às tradicionais, até que esses concluam o ensino médio. Concomitante a isso, Bill Gattes - gênio da tecnologia - já afirmou em diversas entrevistas que seus filhos são criados sem uso de tecnologia digital. Diante de tamanha contradição cabe o questionamento a respeito dos impactos da troca do meio tradicional de anotações, o caderno, em substituição ao uso das novas tecnologias, o tablet, no aprendizado.

Sob essa lógica, a prática adotado pelos agentes sociais acima citados é facilmente entendida, visto que, não existem estudos científicos suficientes a respeito do impacto que a alteração do uso do caderno em sala de aula por tablet causaria nos estudantes e futuramente na sociedade. Em contrapartida, artigos cientifícos publicados em veículos de referência como SIELO, demostram a importância da escrita manual no desenvolvimento do processo cognitivo, no uso do raciocínio lógico, além de estimular e melhorar a coordenação motora.

Ademais , o tablet, sendo um dispositivo que conecta diversos aplicativos, surge como imensa fonte de distrações, o que pode causar perda de foco nos estudos e como consequência diminuição na absorção dos conteúdos escolares.

Portanto, a fim de garantir práticas seguras de acesso à educação, cabe ao Ministério da Ciência e Tecnologia estimular estudos científicos concretos a respeito dos impactos causados pela alteração subracitada, através do direcionamento de verbas de cunho específico a tal pesquisa, para os Institutos de Pesquisas Científicas do país. Desta forma, será assegurado ao cidadão e à sociedade futura o acesso à educação de qualidade.