A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?
Enviada em 09/11/2022
A revolução técnico-científica-informacional, ocorrida no século XX, trouxe diversos avanços para o mundo, podendo receber destaque os computadores. Assim sendo, os aparelhos eletrônicos, atualmente, se fazem presentes em quase todos os ambientes, sendo um deles, a escola. Entretanto, o ambiente escolar se encontra em uma situação de despreparo estrutural e pedagógico para introduzir a tecnologia em parceria a educação. Ademais, a pouca abrangência midiática sobre as desvantagens de aparelhos eletrônicos nas salas de aula é um impulsionador do problema.
Conforme Immanuel Kant, filósofo alemão, o ser-humano é aquilo que a educação faz dele. Logo, é notória a importância da educação de qualidade. Entretanto, para acompanhar a realidade do mundo contemporâneo, as instituições de ensino devem oferecer contato com aparelhos eletrônicos, especialmente computadores, em ambientes específicos como laboratórios de informática, de forma a agregar os estudos dos jovens. Todavia, o Estado não oferece recursos às escolas para que estas tenham capacidade de oferecer aos estudantes a integração tecnológica e educacional.
Em adição a isso, a mídia deve oferecer à população a informação dos malefícios do uso de notebooks e aparelhos similares nas salas de aula, que não são preparadas para seu uso. De acordo com Djamila Ribeiro, escritora e filósofa, é preciso tirar uma situação da invisibilidade e atuar sobre ela para que soluções sejam promovidas.
Portanto, o Ministério da Educação deve investir na estrutura tecnológica das escolas, por meio de redirecionamento de verbas, para que a tecnologia possa ser atrelada à educação de forma positiva. Como também, a mídia brasileira tem que disseminar o conhecimento, através das redes sociais, sobre os malefícios de telas em ambientes escolares despreparados e impróprios para o uso, para assim, os jovens terem a oportunidade de obter uma educação ideal que os prepare para o mundo atual.