A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?
Enviada em 09/01/2023
“Nada é permanente salvo a mudança”, a citação de Heráclito define bem o atual momento de transformação das perspectivas de tecnologias educacionais, se antes notebooks e tablets foram apresentados como a grande evolução nas formas de ensino e aprendizagem em substituição ao tradicional caderno, atualmente, verificam-se diversos problemas como os baixos índices de aprendizagem e atrasos cognitivos ligados ao uso excessivo desses aparelhos em todas as faixas etárias, prejudicando, veementemente, as estratégias educacionais de ensino.
Em primeiro lugar, podemos citar o equívoco ocorrido na gestão de Eduardo Campos, enquanto Governador do Estado de Pernambuco, quando realizou a distribuição de netbooks para os alunos da rede de ensino estadual, a ideia tentou replicar o modelo educacional Asiático e teve visibilidade internacional, sendo elogiada por órgãos como a UNESCO e UNICEF. No entanto, o resultado da política pública replicada sem estudo, foi uma baixa adesão a sala de aula, alunos desatentos e a venda dos aparelhos por estudantes em vulnerabilidade.
Em segundo lugar, estudos recentes da Universidade de Havard associam o uso de equipamentos eletrônicos a rapidez com que doenças cognitivas como o Mal de Alzheimer estão surgindo cada vez mais precocemente em jovens adultos. Sabe-se que caracterírtivcas genéticas são a premissa básica para o desenvolvimento dessas e outras doenças, mas o que os pesquisa mostrou é que fatores externos podem sim influenciar a manifestação desse atraso cognitivo, especialmente através do uso excessivo de computadores, tablets e celulares.
É necessário, portanto, que as Escolas gerenciem melhor o uso desses eletrônicos em sala de aula, utilizando-se das ferramentas em momentos correlacionados as atividades, aplicando políticas públicas com instrumentos baseados em pesquisas exitosas, já que o problema também tornou-se de saúde pública. Ademais, a adesão a tecnologias como a realidade virtual pode possibilitar a contundente utilização educacional com observação de células a telas de Van Gogh, para que assim a verdadeira mudança evolutiva ocorra a longo prazo, pois nada é permanente, especialmente o atraso.