A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?

Enviada em 12/03/2023

Os aparelhos eletrônicos têm-se mostrados como uma importante ferramenta prática dentro de sala de aula. No entanto, de acordo com pesquisas recentes, os notebooks e tablets não são instrumentos eficazes na retenção de conteúdo por parte dos estudantes. Logo, é inegável o retrocesso na adoção dessa medida que pretende inseri-los na sala de aula.

Inicialmente, uma universidade norte-americana constatou, por meio de uma pesquisa, que apenas 60% dos alunos conseguem se manter envolvidos na aula, isto é, 40% dos alunos ficaram conectados a atividades não ligadas ao aprendizado. Dessa forma, nota-se que os alunos ficam facilmente induzidos pelas distrações causadas pelas redes sociais e e-mails. Percebe-se, então, a facilidade em distrações quando os alunos utilizam essas ferramentas durante as aulas.

Ademais, o professor Pier, autor de conhecidos livros sobre inteligência e educação, pontua que o desenvolvimento intelectual nos estudos está ligado à escrita manual. Em vista disso, é insdiscutível que a melhor maneira de si reter um conteúdo e aprendê-lo é por meio da escrita manual. Assim sendo, a escrita manual é uma metodologia ativa de aprendizagem que colabora inegavelmente para um desenvolvimento significativo.

Diante do exposto, a inserção de instrumentos tecnológicos como tablets e celulares nos ambientes escolares não somente prejudicam a atenção dos alunos, como também delimitam suas capacidades criativas e cognitivas. Deve-se, portanto, criar meios de estimular a atividade manual no recinto escolar.