A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?
Enviada em 21/08/2023
Desde a revolução tecnológica, em 1970, o modo de vida da população mundial mudou drasticamente, com o surgimento de telefones e a internet, o dia a dia doi facilitado. Hoje há celulares disponíveis praticamente o dia inteiro, até mesmo nas escolas , gerando a preocupação da substituição dos cadernos pelos eletrônicos, devido prejudicação do aprendizado e a fácil distração dos discentes.
Nesse sentido, segundo uma pesquisa realizada pela Mídia Max, somente o ato da escrita ja facilita a compreensão do texto e melhora a linguagem escrita, devido a necessidade de foco envolvida. Entretanto, o uso exacerbado de eletrônicos, acarreta em cérebros preguiçosos, devido ao loop de dopamina gerado - Hormônio responsável pelo pensamento, humor, atenção e motivação.
Por outro lado, uma pesquisa realizada pelo New York Times defende que o uso de celulares são uma distração, reduzindo a empatia e a troca entre duas pessoas que, transpondo para o ambiente escolar, seria um impecílio na comunicação entre os alunos. Analogamente, de acordo com a psicologista Susan Weinschenk “quando você recebe notificações e alertas, você cria uma resposta condicionada para reagir automaticamente a eles”, sendo assim, um gatilho neurológico gerado pela automatização ou preguiça cerebral.
Sob essa ótica, o Centro de Pesquisa em Ensino e Aprendizagem da Universidade de Michigan realizou um experimento com grupos de alunos usando ou não notebooks e tablets, atrelado a ferramentas próprias para a educação e, conclui que 60% dos alunos acreditam ser benéfico o uso de tecnologia e 53% acreditam que aprenderam mais com o auxílio.
Tendo em vista os fatos expostos, cabe o Ministério da Cultura, atrelado ao Ministério do Meio Ambiente e aos conjuntos familiares, promover mais eventos em meio a natureza e desincentivar o uso de aparelhos, quando não for necessário, diminuindo o uso de eletrônicos, para diminuir os efeitos do pico de dopamina no cérebro e, gerando uma desintoxicação mental do vício ou dependencia dos eletrônicos. Melhorando a concentração, memória e disposição das crianças nas escolas, não havendo a necessidade de proibir os aparelhos e melhorando, assim, a qualidade de vida e aprendizado do cidadão canarinho.