A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?
Enviada em 20/09/2023
Em 2007 foi elaborado o projeto de lei 2547, que veda os aparelhos eletrônicos portáteis, sem fins educacionais, dentro da sala de aula ou de qualquer outro ambiente de aprendizado, nas escolas públicas do país. Entretanto, é perceptível que aparelhos como o notebook, afetam o desenvolvimento ao serem selecionados ao invés do tradicional caderno. Diante de tal problemática, é notório que a desconcentração que um computador causa é muito maior a um caderno comum, assim também, como a escrita à mão tende a ser mais vantajosa ao aprendizado.
Primariamente, é necessário pontuar que o uso de aparelhos eletrônicos faz com que se disperse a atenção muito facilmente. Para entender tal apontamento, segundo uma pesquisa feita pelo G1, ao utilizar o computador ou o celular, o ser humano nunca faz diretamente o que se proporcionou a fazer de início, o que causa uma distração que aumenta a dificuldade em focar em um propósito apenas. Sendo assim, ao estudar ou trabalhar pelo computador as pessoas acabam por fazer outra coisa no aparelho além do principal, por isso, o deve-se diminuir o tempo de tela, que causa uma grande distração.
Outrossim, o grande valor que tem a anotação manual, que é uma forma de aprendizado muito vantajosa ao ser comparada aos métodos com a utilização do computador. Sob essa ótica, em entrevista à Revista da Papelaria, a professora Mirucha Lima, formada na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), afirma que ao escrever destaca-se no cérebro o quão importante é tal conteúdo e demonstra o quanto é necessário tal aprendizado. A partir disso, é relevante que seja muito indicado pelos profissionais a grande necessidade que deve ser relacionada com a escrita à mão.
Em Suma, a população brasileira não deve, sempre que possível, trocar o caderno pelo notebook. Portanto, cabe ao Estado, mais especificamente, ao Ministério da Educação, elaborar palestras nas escolas, com o intuito de direcionar os alunos a escreverem de forma manuscrita e demonstrarem o quão dispersante são os aparelhos eletrônicos. Deste modo, a população brasileira iria ser corretamente guiada para uma melhor forma de didática.