A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?
Enviada em 21/11/2023
Primeiramente, é importante discutir sobre a substituição do caderno por notebooks e tablets, devido a sua relevância na sociedade atual. A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, assegura em seu artigo 6° o direito à saúde e à educação, inerente a todos os cidadãos. Diante dessa perspectiva, há de se considerar uma análise imperiosa de fatores como, problemas de saúde relacionados ao longo tempo em frente as telas e o incentivo do Governo na substituição.
Em uma primeira análise, é notório que o uso de telas de forma recorrente é um agravante para o problema. Para comprovar tal afirmação, devido aos altos índices de problemas relacionados a visão, muitas óticas em todo país têm adotado a lente chamada “blue light”, que protege contra a luz das telas, que é agressiva aos olhos, comprometendo a saúde ocular.
Ademais, é fundamental apontar que o incentivo do Governo na substituição é como um impulsionador para tal situação. Segundo o exemplo da cidade de São Bernardo, em que o prefeito adotou notebooks para as crianças estudantes do Ensino Fundamental I, o que comprova tal situação. Além disso, a leitura e a escrita no computador ou em qualquer outro dispositivo dificulta o aprendizado motor da criança, pois, de acordo com empirismo, o ser humano adquire novos conhecimentos, a partir de novas experiências, logo, a criança está privada de ter a sensação de “experimentar” algo diferente, que não seja digital.
Em razão disso, entende - se que há muito a ser feito para solucionar esse problema. Considerando o exposto, é possível apresentar uma proposta de intervenção, em que o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, apresente medidas de apoio e incentivo às leituras, com o intuito de promover maior aprendizado e experiência sensível para com o mundo.