A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?

Enviada em 08/04/2024

Promulgada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (doravante DUDH) garante a todos os indivíduos direito à igualdade à educação e ao bem-estar social. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que empecilhos sobre a substituição do caderno por notebooks encontram-se efetivados na sociedade. Dessa forma, o transtorno em consonância com o desabono governamental , são os principais pilares para esses conflitos.

Nesse sentido, vale salientar a disfunção como perpetuadora do impasse. Destarte, de acordo com o IBGE, 30% dos alunos possuem Transtorno de Déficit de Atenção. Sob essa ótica, denota-se que a substituição de cadernos por tablets pode tornar-se perigosa, pois indivíduos que possuem essa condição se distraem com muita facilidade. Assim, ao invés da tecnologia ser usada para auxiliar o conhecimento, ela tomará a atenção dos estudantes para fazer outras coisas.

Ademais, vale ressaltar a indiferença estatal como impulsionadora da problemática. Segundo o sociólogo Karl Marx, em sua obra “O Capital”, o Estado protege a classe dominante. Sob esse viés, seguindo essa linha de raciocínio, as escolas, pensando somente nos alunos que possuem boa renda social, vão preferir utilizar tablets e notebooks nos seus ensinos. Dessa forma, os estudantes de baixa renda social, por não terem condições de comprar tal teconologia, serão marginalizados e excluídos.

Portanto, com intuito de mitigar os problemas sobre a substituição de cadernos, urge que o Estado, como promotor e garantidor do bem-estar social, disponibilize subsídio para que o Ministério da Educação reverta essa verba em contratação de profissionais que, por meio de workshops nas escolas, ensinariam a comunidade sobre a importância que possui os cadernos para o aprendizado. Além disso, forneceriam aulas de informática com tablets e notebooks para os estudantes que não possuem condições possam utilizar nas aulas. Somente assim, a DUDH entrará em completo vigor.