A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?
Enviada em 11/04/2024
Ilustre psicólogo americano, Burrhus Frederick, declara que “O problema não é se as máquinas pensam, mas se os homens fazem”. Paralelamente, o pensamento se relaciona com a vivência estudantil atual, pois tablets e notebooks, apesar de possuírem uma vasta gama de informações para livre acesso, não garantem que seu conhecimento seja absorvido pelos alunos, desse modo, estagnando o pensamento individual. Visto isso, fatores que desestimulam a implementação dos aparelhos em sala de aula são: o atraso do aprendizado e a baixa taxa de retenção.
Primeiramente, observa-se que o excesso de telas é prejudicial ao desenvolvimento educacional. Não obstante, a JAMA pediatrics, instituição de estudos pediátricos, publicou em sua revista a relação entre tempo de tela e atraso de aprendizado. Igualmente, isso ocorre tanto pelo dispositivo afetar negativamente o sono, item fundamental para o desempenho acadêmico, como por ser alvo de distração, contendo notificações de entretenimento. Dessa forma, a substituição de cadernos por eletrônicos se torna uma ferramenta antagônica aos estudos.
Em segundo plano, infere-se que a taxa de retenção reduzida se dá pela carência da escrita punhal. Logo, nota-se a frase de Steve Jobs: “A tecnologia move o mundo”. Diante desse cenário, destaca-se que tal movimento é retrógrado, pois o seu uso em salas de aula, substituindo a cópia manuscrita por fotos ou prints, atua como um elemento que dificulta a retenção de conhecimento, pois deduz-se que anotar uma informação permite que ela seja internalizada e observada por mais tempo. Assim, tais dispositivos atuam como uma alternativa inferior aos meios tradicionais.
Diante do exposto, averigua-se que a suplantação de cadernos por tablets e notebooks não é um mecanismo eficaz. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Comunicação - maior difusor de informação- realizar publicidades,por meio de parcerias televisivas a fim de informar sobre o prejuízo ligado ao uso de telas durante o tempo destinado a aprendizagem. Além disso, cabe também ao Ministério da Educação - responsável pelas instituições de ensino - realizar palestras por meio de visitas a escolas, com o objetivo de enfatizar a importância da transcrição manual de informações. Em síntese, a oficialização destes meios permitiria projeção positiva para a reflexão de Frederick: uma sociedade que pensa por si mesma.