A supervalorização dos laços sanguíneos leva a sociedade a ignorar problemas familiares?
Enviada em 16/05/2022
A série, norte americana, “Astrid and Lily save the world” possui, em seu enredo, a história de uma menina, Candace, que mantém, durante a primeira temporada, um relacionamento conturbado com sua mãe. Não obstante, hodiernamente, observa-se a supervalorização dos laços sanguíneos que leva a sociedade ignorar problemas familiares. Nesse interím, torna-se importante discussões acerca da influência da religião cristã na família e a falsa necessidade de manter laços familiares.
Primeiramente, a partir de dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), pode-se afirmar que o Brasil possui predominância de adeptos à religião cristã. Sob tal afirmação, infere-se que a igreja e a bíblia possuem fortes infuências na sociedade. Nesse cenário, analisa-se passagens da bíblia em que afirmam que são destinados ao céu aqueles que respeitam e submetem-se aos seus pais. Analogamente, cita-se um episódeo, repugnante, de “Law and Order”, seriado criminalista, em que uma vítima sofria abuso do próprio pai, más não relatou nada à ninguém pois afirmava ser seu dever como cristã obedecer ao seu pai. Assim, conclui-se que que a religião pode atuar como perpetuador da conservação da família tóxica.
Outrossim, destaca-se a cultura da sociedade em valorizar os laços familiares. De acordo com Homero Belloni, pscicólogo, as relações familiares são as primeiras a serem desenvolvidas e por isso a sociedade tenta preserva-las. Dessa forma, observa-se um comportamento pernicioso como o relatado por Marcela, agente de viagens, em uma notícia da “UOL” , que afirma a sua tentativa falha de cultivar uma boa relação com a sua mãe por anos com a intenção de preservar a família, quando, na realiade, a melhor decisão que fizerá foi interromper essa relação. Logo, constata-se a tendência da sociedade em ignorar os problemas familiares.
Portanto, em vista dos fatos supracitados, cabe à população, por meio de publicações nas redes socias e participações, em podcasts, de pessoas que viverem em ambientes familiares tóxicos para relatarem a sua vivência, com o intuito de desmistificar os laços sanguíneos que levam as pessoas a ignorarem traços hostis em suas famílias. Assim, poder-se-ia não repetir casos como o de Marcela.