A supervalorização dos laços sanguíneos leva a sociedade a ignorar problemas familiares?
Enviada em 10/05/2022
Segundo o sociólogo Émile Durkheim, existem fatos sociais normais e patológicos, sendo que estes últimos causam danos à coletividade. Nesse sentido, a aceitação de comportamentos tóxicos por familiares é um fato social patológico. Sob esse viés, tal mazela é agravada pela omissão estatal e pelo medo da solidão.
Nessa conjuntura, o descaso do poder público é um notório promotor da supervalorização de genitores narcisistas. Sob essa ótica, de acordo com o contratualista Thomas Hobbes, os indivíduos aceitam sair de seu estado de natureza para viverem em melhores condições, assinando o Contrato social. Contudo, tal acordo é violado, porque o Estado não estimula políticas públicas de entendimento da importância de um bom convívio entre os cidadãos, com um afastamento de pessoas violentas. Assim, a coletividade é atingida pela desatenção do meio regulador. Nesse prisma, essa instituição é criminosa nesse caso, já que não cumpre a sua função social estabelecida por Hobbes.
Ademais, a aflição gerada pela possibilidade de ficar sozinho é uma imperiosa incentivadora da dependência emocional de familiares problemáticos. Sob essa perspectiva, conforme a filosofia helenista, a vida deve ser baseada na busca pela calmaria. Porém, tal corrente de pensamento não é seguida na sociedade hodierna, porquanto o senso comum leva a comunidade a continuar com relacionamentos que não os beneficiam, como com parentes inconvenientes. Dessa forma, interações maléficas, no tecido social, são mantidas, pois a falta de um entendimento sobre a imprensindibilidade de se tornar independente emocionalmente torna a felicidade geral prejudicada.
Portanto, para que haja uma aplicabilidade das ideias das ideias contratualistas, os congressistas devem criar uma lei que institucionalize uma matéria escolar de entendimento da importância de uma existência plena, como o aprimoramento da saúde mental, por meio da sanção do presidente. Somado a isso, com o fito de haver um correto uso do pensamento pós-socrático, a sociedade civil deve deliberar a criação de debates, por intermédio da iniciativa privada, a fim de se ter um país melhor e, conseguintemente, próspero. Por consequência, a questão dos problemas familiares será atenuada.