A supervalorização dos laços sanguíneos leva a sociedade a ignorar problemas familiares?
Enviada em 16/05/2022
Na animação Naruto, desenvolvida pelo autor Kishimoto, a família ‘‘Senju’’ demonstra comportamentos preconceituosos em relação a uma determinada etnia. No entanto, um dos integrantes do clã, Hashirama, releva as atitudes de seus parentes em nome da ligação de sangue, o que leva a futuros trantornos sociais. Assim como na ficção, a sociedade tende a ignorar conflitos internos ao supervalorizar laços sanguíneos, incentivando ações abusivas e dificultando a resolução dos problemas familiares.
Primeiramente, evidencia-se o caso do cantor Michael Jackson que foi coagido a performar seus shows desde muito jovem pelo seu pai, levado a exaustão, e consequentemente, desenvolvendo diversas patologias mentais. Consosante a isso, seu público, não propositalmente, incentivava o abuso cosanguineo ao desconsiderar tais atitudes de âmbito familiar dos responsáveis. Portanto, fica claro a negligência social a respeito de questões negativas envolvendo entes familiares.
Outrossim, semelhante ao que ocorreu com o artista citado anteriormente, a musicista Britney Spears vivenciou momentos judicialmente conturbados, referentes aos direitos de suas obras, que estava em nome de seu responsável paterno. Além disso, a normalização de atitudes opressoras e possessivas entre familiares no meio artistico acababa por dificultar a resolução do transtorno e extendendo conflitos, que possivelmente seriam resolvidos, caso obtivessem a devida atenção anteriormente.
Destarte, faz-se mister que a sociedade aprimore a forma de encarar problemas considerados de esfera familiar, mas que além disso, ultrapassem os direitos do indivíduo. Sendo assim, o Ministério da Educação, em conjunto com o Ministério da Saúde, deve promover por meio de palestras gratuitas abertas ao público em auditórios universitários e escolares, com o auxílio de profissionais da saúde mental, a conscientização acerca dos problemas de família ‘‘mascarados’’ pela supervalorização social dos laços sanguíneos, a fim de ensinar a população a identificar conflitos e saber se portar frente a situações semelhantes às citadas, objetivando evitar futuros empencilhos.