A supervalorização dos laços sanguíneos leva a sociedade a ignorar problemas familiares?
Enviada em 16/05/2022
Na série de televisão “Impuros”, o protagonista Evandro do Dendê, tem como prioridade a proteção de sua mãe, apesar dessa desmotivá-lo e não apoiá-lo em suas decisões. Considerando que a supervalorização dos laços sanguíneos é causado pelo conservadorismo cultural e pelo medo de rejeição da sociedade, acredita-se que tal valorização leva a ignorar atritos familiares.
Certamente que o conservadorismo cultural faz com que haja a valorização de relações familiares mesmo em ambientes tóxicos e com muitos problemas, até porque, segundo dados da coletânea, a sociedade é culturalmente ensinada a sempre preservar as “primeiras relações”. Sabe-se, dessa forma, que isso revela um pensamento enrrijecido e baseado em séculos anteriores, quando não era bem visto se afastar da família por conta de restrições e tabus impostos pela sociedade.
Outrossim, o medo de rejeição não só de parentes e pessoas próximas, mas também da sociedade por não seguir com o padrão de sempre valorizar laços sanguíneos, é comum, visto que o ser humano, em si, tende a se importar com sua imagem e status perante aos outros, como na série “Os 13 Porquês”, em que a namorada do personagem “Bryce Walker”, omite sofrer abusos no relacionamento por conta do receio da exposição diante dos colegas. A consequência disso é a constante infelicidade no meio familiar e as sequelas que surgirão no decorrer da vida, tais como depressão, transtorno existencial e ansiedade.
Diante do exposto, é necessário que haja a criação de novas medidas a fim de atenuar o problema. Dessa forma, é cabível ao Ministério da Cidadania, através de propagandas e meios de comunicação, informar não só os benefícios da convivência em um ambiente hamônico e saudável, mas também como evitar problemas familiares, para que além de romper com o conservadorismo cultural, haja, a partir da diminuição de problemas familiares, a maior valorização dos laços sanguíneos de forma genuína.