A supervalorização dos laços sanguíneos leva a sociedade a ignorar problemas familiares?

Enviada em 17/05/2022

Na animação Naruto, desenvolvida pelo autor Kishimoto, a família ‘‘Senju’’ demonstra comportamentos preconceituosos em relação a uma determinada etnia. No entanto, um dos integrantes do clã, Hashirama, releva as atitudes de seus parentes em nome da ligação de sangue, o que leva a futuros transtornos sociais. Assim como na ficção, a sociedade tende a ignorar conflitos internos ao supervalorizar laços sanguíneos, algo negativo, uma vez que promove ações abusivas e dificulta a resolução dos problemas familiares.

Primeiramente, evidencia-se o caso do cantor Michael Jackson que foi coagido a performar seus shows desde muito jovem pelo seu pai, o que resultou na exaustão do garoto e no desenvolvimento de patologias mentais. Consoante a isso, seu público, não propositalmente, incentivou o abuso parental ao desconciderar tais atitudes de âmbito familiar dos responsáveis por exaltar apenas a obra final. Portanto, fica claro a negligência social a respeito de questões negativas envolvendo entes do meio familial.

Outrossim, semelhante ao que ocorreu com o artista citado anteriormente, a musicista Britney Spears vivenciou momentos judicialmente conturbados, referentes aos direitos de suas obras, que estavam em nome de seu responsável paterno. Nesse contexto, nota-se que a normalização de atitudes opressoras e possessivas entre pessoas do mesmo sangue no meio artistico acaba por dificultar a resolução do transtorno e extende conflitos, que possivelmente seriam resolvidos caso obtivessem a devida atenção anteriormente.

Destarte, faz-se mister que a sociedade aprimore a forma de encarar problemas considerados de esfera familiar, mas que além disso, ultrapassem os direitos do indivíduo. Sendo assim, o Ministério da Educação, em conjunto com o Ministério da Saúde, deve promover por meio de palestras gratuitas em auditórios universitários e escolares, com o auxílio de profissionais da saúde mental, a concientização acerca dos problemas de família ‘‘mascarados’’ pela supervalorização social dos laços sanguíneos, a fim de ensinar a população a identificar conflitos futuros e saber se portar frente a situações semelhantes às citadas.