A supervalorização dos laços sanguíneos leva a sociedade a ignorar problemas familiares?
Enviada em 25/05/2022
O livro “Harry Potter e a pedra Filosofal” retrata a história de Harry, um menino órfão que precisa morar com os tios depois da morte de seus pais. Ao longo da trama, o personagem sofre diversas humilhações dentro de casa e os familiares dizem que o garoto deveria ser grato por tudo que fazem por ele. Nesse contexto, pode-se afirmar que a ficção não é diferente da realidade, uma vez que muitos problemas são ignorados pela valorização dos laços sanguíneos. Dessa forma, é evidente que a problemática cresce não só devido aos pensamentos tradicionais, mas também por causa da ausência de informação sobre independência emocional.
Em primeiro lugar, cabe analisar que os pensamentos tradicionais contribuem para o aumento do desprezo da sociedade em relação aos problemas familiares. Nesse caso, vale ressaltar o ditado popular “sangue é mais denso que água”, que significa que os laços familiares são os mais importantes e duradouros que qualquer outro. Diante disso, na sociedade atual, ainda há indivíduos que defendam a ideia que os mais jovens devem obedecer qualquer ordem de seus responsáveis. Consequentemente, esse raciocínio conservador contribui para maiores desavenças entre familiares.
Além disso, a educação precária no país também pode ser apontada como promotora do problema. Segundo concepções da escola de Frankfurt, a educação deve ter o papel de evitar a barbárie e buscar a emancipação humana, em prol da mudança social. Porém, o ensino sobre independência emocional é precária nas instituições. Então, a falta de conhecimento sobre ser imparcial emocionalmente aumenta o medo da solidão e tornam os indivíduos dependentes dos familiares problemáticos.
Portanto, conclui-se que medidas severas devem ser tomadas para evitar o crescimento da problemática. Assim, é necessário que o Ministério da Educação faça palestras por meio das escolas sobre familiares tóxicos e independência emocial com o objetivo de conscientizar os jovens a reconhecerem os problemas dentro de casa e evitar que sejam afetados emocionalmente. Enfim, visando uma realidade diferente apresentada no livro “Harry Potter e a pedra filosofal”.