A supervalorização dos laços sanguíneos leva a sociedade a ignorar problemas familiares?

Enviada em 27/05/2022

Em 1947, o etologista John B. Calhoun decidiu realizar um experimento com ratos, capaz de exemplificar como os seres de uma mesma massa popular podem trabalhar juntos para a destruição da mesma. O experimento nomeado de “Universo 25”, foi capaz de mostrar uma realidade onde até mesmo os filhotes eram violentados e abandonados, bem como pode acontecer com crianças humanas. Nessa perspectiva, em virtude dos problemas familiares existentes na sociedade, percebe-se que tais problemáticas são causadas por questões piscológicas e culturais, visto que, assim como no estudo, o comportamento de um indivíduo irá depender de sua criação.

Primordialmente, cabe destacar, que, por falta de discernimento, grande parte das pessoas evitam tratar problemas piscológicos, uma vez que a saúde mental dos brasileiros se encontra cada ano mais instável, assim como as relações interpessoais. Assim como citou o filósofo inglês, John locke, “é dever do estado assegurar os direitos e o bem-estar da população”, sob esse viés, faz-se necessário que o poder estatal reaja e tome providências.

Ademais, vale salientar a influência cultural, que faz-se fundamental na perpetuação dos problemas relacionados ao tema, uma vez que relatos de violência familiar não se limitam em apenas uma geração. Dessa forma, pode-se indentificar a cultura violenta que algumas famílias enfrentam, não só como umas das raízes do problema, mas também como um posterior ponto de apoio para a continuidade desse obstáculo social. Desse modo, observa-se que, igualmente como disse o filósofo e escritor francês, Jean-Paul Sartre “A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota”.

Portanto, o ministério da saúde, em conjunto com instituições escolares, deve sanar as complicações de jovens referentes a abusos piscológicos. Isso pode ser feito com investimento de verba para a contratação de profissionais qualificados, para a atuação em escolas. Simultaneamente, de palestras financiadas pelo governo federal e conduzidas por especialistas da área da saúde, com o objetivo de dar suporte aos que passam por situações tóxicas e insalubres. Evitando dessa forma, que os maus costumes siguam em paralelo com a sociedade humana, igualmente como aconteceu com a comunidade de ratos dos experimentos de John B. Calhoun.