A supervalorização dos laços sanguíneos leva a sociedade a ignorar problemas familiares?
Enviada em 27/05/2022
Na longa japonesa “Mother”, inspirada em um caso real, onde é exposta a vida de Shuhei, um garoto que, mesmo sendo negligenciado desde a infância, persiste em relevar todos os atos nocivos da mãe, tornando-se submisso a ela. Fora da ficção, observa-se que, no Brasil, a hiper valorização dos laços sanguíneos , perpetuados ao longa da história, ocasiona a banalização dos problemas familiares. Dessa forma, torna-se crucial analisar as causas dessa situação, as quais destacam-se o negligenciamento governamental e o desamparo a essas vítimas.
A princípio, é incontestável observar que a ineficácia do Estado potencializa a trivialização das mazelas das famílias. Esse contexto compreende e exemplifica a teoria das Instituições Zumbis, do sociólogo Zygmunt Bauman, a qual afirma estarem presentes na sociedade, contudo, sem cumprirem seu papel com eficácia. Como resultado dessa baixa eficiência, cada vez menos famílias são moniroradas, promovendo uma má fiscalização. Dessa maneira, para contrapor a teoria do estudioso, é imperiosa uma intervenção governamental para assegurar esses jovens do descaso materno.
Ademais, é igualmente preciso notar a falta de cuidados com esses cidadãos como outro fator relacionado a esse problema. Ainda, segundo o site Mundo Psicólogos, é inevitável que essa violência não tenha impacto em quem foi exposto, tendo como principais consequências a ansiedade, depressão e baixa autoestima, podendo levar o indivíduo ao suicídio. Por isso, é inadmissível que essa realidade não seja modificada.
Por último, serão necessárias medidas efetivas para sanar essa problemática. Portanto, é preciso que as Autoridades Administrativas cumpram com a segurança dos familiares, fortalecendo a fiscalização dessas famílias. Paralelamente, é essencial também a execução de campanhas ao amparo de vítimas em situação de abuso psicológico, por meio de ONG’s e projetos sociais, a fim de evitar que essas pessoas sejam marginalizadas. Espera-se, então, que relatos como de Shuhei deixem de ser reais e passem a ser apenas fictícios.