A supervalorização dos laços sanguíneos leva a sociedade a ignorar problemas familiares?
Enviada em 20/05/2022
No filme “Os irmãos Willoughby”, quatro irmãos sofrem maltrados dos pais egoístas e fazem um plano para se livrar deles de uma vez por todas e formar a família que desejam. No entando, não muito longe da ficção, essa é a realidade enfrentada por muitas crianças brasileiras. Evidenciando-se um problema no que tange á essa questão, que segue sendo afetada pela glamourização dos laços sanguineos, causando diversos problemas psicologicos em quem sofre com os abusos.
Nesse viés, cabe ressaltar que familía não se escolhe e isso é a base para a glamourização sanguinea, não se pode escolher os laços parentais, porém, deve-se entender que familía também pode ser tóxica. Segundo Eduardo Name Risk, psicólogo, doutor em psicologia e professor adjunto do Departamento de Psicologia da UFSCar, “a ideia de família como instituição que promove conforto material, afetivo, segurança e zelo aos seus membros é uma herança histórica e cultural”, trazendo a ideia de porto seguro, algo que nem sempre é a realidade.
Ademais, “estabelecer os limites de uma relação no contexto familiar pode ser ainda mais complicado, pois nem sempre as fronteiras do que é ou não abusivo estão claras”, explica o psiquiatra Filipe Batista. Porém, é importante entender que há uma série de consequências ao deixar que a convivência dentro de uma família tóxica se estabeleça e ganhe força. Problemas psicológicos como ansiedade, stress e depressão costumam ser os primeiros a se manifestar.
Logo, deve-se haver melhorias nessa questão, redes de televisão juntamente a escolas devem promover campanhas de conscientização quanto a esse tema tão importante e que causa tanto transtornos na vida das vitímas, fazendo com que mais pessoas entendam sobre o assunto e consigam buscar por ajuda psicologica. De modo que não só os irmãos Willoughby tenham a família que desejam.