A supervalorização dos laços sanguíneos leva a sociedade a ignorar problemas familiares?

Enviada em 27/05/2022

Na produção “Grey’s Anatomy” – série televisiva -, Meredith, personagem protagonista, teve que lidar com a dor que ela sentiu ao crescer lidando com as dificuldades de sua mãe e seu pai. Ela nunca teve nenhum tipo de apoio familiar, ambos a esqueceram por conta de seus problemas pessoais, o que lhe causou um grande trauma. Pensamentos suicidas à tomam quando sua mãe, Ellis, expressa seu desapontamento com o quão escassa sua carreira é comparada à dela. Há momentos em que ela não consegue se concentrar em seu trabalho, por conta das suas brigas com o pai. Embora seja apenas atuação, a série retrata o cenário mostrado na atualidade: devido à supervalorização de laços sanguíneos, existe um trauma de tais atitudes. Isso se deve inicialmente à inocência da população, responsável por gerar consequências psíquicas nas pessoas.

Alguns dos exemplos de problemas que causam tais atitudes, são casais que não conseguem se dar bem e decidem se divorciar. De acordo com site JW.org, algumas pesquisas mostram que o divórcio tem efeitos terríveis nos filhos. Os filhos de pais divorciados apresentam uma tendência maior de ansiedade, depressão e ter problemas com comportamento, por terem presenciado brigas. Além disso, muitos filhos se sentem culpados achando que eles foram o motivo do divórcio ou que poderiam ter feito alguma coisa para evitar o divórcio dos pais.

Diante desse contexto, segundo o conceito de “Banalidade do Mal”, da pensadora Hannah Arendt, ocorre uma massificação social, em que a toxidade humana é comumente ignorada. Sob esse viés, percebe-se que o ideal da filósofa se perpetua no século XXI, já que os indivíduos se mostram tão inocentes a ponto de banalizarem o mal da família, por sentirem o desejo de mostrar ser bom o suficiente e querer ser amado pelo outro.

Mediante o exposto, o Governo Federal deve disponibilizar, por meio de investimentos na área da saúde, sobretudo no que tange à psiquiatria e à psicologia, sessões mensais à população de terapia familiar. A intervenção tem a finalidade de reduzir a inocência a respeito da toxidade parental, e consequentemente, de evitar fatos de instabilidade mental. Garantindo melhor meio possível de convivência entre os familiares.