A supervalorização dos laços sanguíneos leva a sociedade a ignorar problemas familiares?
Enviada em 02/06/2022
Durante uma maratona em 2012, Fernandes Anaia, 2° lugar, observou que o líder na disputa se distraiu e pensou que tinha ganho a rústica poucos metros antes da chegada, Fernandes se aproximou e avisou seu adversário onde era o final de corrida, contentando-se com o 2° lugar, quando questionado ele apenas respondeu “Se eu vencesse assim, como eu iria contar isso para minha mãe?”. Situações como essa ocorrem por causa de que figuras familiares como o pai ou a mãe são redutos espirituais e morais para as pessoas. Porém, não são todos que gozam desse direito, visto que, há famílias onde tais valores são desconhecidos, famílias em que apesar do sangue ser o mesmo, não há qualquer relação afetiva entre os seus indivíduos.
Nesse panorama, o ambiente familiar é o local mais importante para a formação do caratér de uma pessoa, é lá onde ela aprende a se comportar e a viver em sociedade. Porém, em determinados casos essa família falha nesse papel crucial, falha quando o ambiente familiar é corrompido por pais de má índole que ensinam valores errados, falha quando a criança desde cedo vê maus exemplos com álcool, drogas, apostas e outros vicíos.
Dessarte, problemas familiares são pessoais e são difíceis de se falar com outras pessoas, porém, esse problema quando não se procura ajuda tende a apenas crescer, e, faz com que no futuro a pessoa precise procurar ajuda psiquiatrica para se abrir.
Decerto, não é toda família que é feliz. E, certamente, o Estado tem a obrigação de intervir quando a família prejudica o crescimento individual e psicológico da pessoa. Portanto, o Estado deve através da Mídia e da Escola buscar jovens em situações de vulnerabilidade, para poder salva-los e para que possam no futuro ser cidadões integros.