A supervalorização dos laços sanguíneos leva a sociedade a ignorar problemas familiares?
Enviada em 30/06/2022
Em 1889, o filósofo Raimundo de Teixeira Mendes adaptou o lema “Ordem e Progresso” não só para a bandeira nacional brasileira, mas também para o país que enfrenta inúmeros empecilhos para o seu desenvolvimento, como a supervalorização dos laços sanguíneos levando a sociedade a ignorar problemas familiares. Nessa perspectiva, tal panorama ainda vigente é atestado decorrente da negligência governamental agregada a uma significativa omissão familiar.
Diante desse cenário, é fulcral ressaltar que o descaso por parte dos órgãos superiores, o qual atua com irresponsabilidade no solucionamento desses óbices, faz com que o imblógio se mantenha. Sob esse viés, corrobora-se que a ausência de palestras em escolas sobre saúde mental, debates acerca da toxidade nas relações hodiernas e displicência no cumprimento dos direitos humanos, agem como principais causadores da intensificação do tabu e no silenciamento dos oprimidos. Assim, de acordo com o filósofo Thomas Hobbes é ratificado que o Estado foi criado para assegurar os direitos do cidadão e promover a coesão social.
Ademais, outro ponto que é cabível salientar é a questão da omissão familiar, visto que os opressores fundamentam uma ideia na cabeça dos oprimidos de que eles devem ser gratos pela “criação” e vida a qual lhes foi dada, dessa forma, se sentem no direito de fazer jogos psicológicos e agirem de maneira inapropriada com os mesmos. Além disso, segundo pesquisas do site G1, mais de 50% dos cidadãos brasileiros já estiveram nesta situação de exposição e silenciamento pelos seus familiares, sofrendo com gatilhos emocionais até a idade madura.
Portanto, é de indubitável importância que o governo federal, na condição de garantidor dos direitos individuais, promova políticas públicas para salientar essa adversidade. Para tanto, é primordial a implementação de leis que certifiquem a entrada de bate papos sobre a saúde mental dos estudantes no calendário escolar e em locais públicos de forma gratuita. Bem como, que sejam transmitidas para o corpo social a necessidade de se atentar com as consequências causadas pela toxidade, visando a queda do ignoramento da família para o óbice. Dessa maneira, será possível almejar a diminuição da problemática, o melhoramento dos índices de transtornos psicológicos e o cumprimento do lema de 1889.