A supervalorização dos laços sanguíneos leva a sociedade a ignorar problemas familiares?

Enviada em 08/07/2022

Usar um cinto nunca será uma boa educação.

Nos dias de hoje uma das questões mais comuns que são discutidas é sobre a educação doméstica na base do diálogo. Antigamente era, de certa forma, visto como algo comum o fato de que seus erros deveriam ser “corrigidos” de forma violenta, com acessórios, pedaços de madeira, com as mãos, palavras rudes e maldosas, dentre muitos outros. Entretanto, tais metodos não são eficazes e são comprovados por diversos estudiosos que ao agredir um indivíduo tanto verbalmente quanto fisicamente isso acarreta diversas cicatrizes psicológicas.

É inégavel o fato de que, a geração passada carrega diversos traumas em suas relações parentais quando sua infância foi repleta de insultos e comportamentos abusivos, não somente, como também existe diversos exemplos de que educar de tal forma pode levar o ser abusado a desenvolver atitudes agressivas e(ou) depressivas. Segundo dados do Instituto do Cérebro da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (InsCer/PUCRS), os pré-adolescentes quando expostos a qualquer tipo de abuso ou violência um nível alto de cortisol(hormônio do estresse) é liberado gerando lesões graves no cérebro que atrasa o desenvolvimento social e aprendizagem do indíviduo.

Apesar de todas as comprovações das problemáticas nesse tipo de ensino, muitos ainda assumem uma posição de ignorância em relação as novas técnicas de educação doméstica e acreditam fielmente que para a criança respeitar, ela necessita ter medo. No entanto, os resultados que são observados nas crianças de hoje são muito positivas, pois essa geração, sem dúvida, sabe os erros mais comuns nas gerações anteriores e costuma contornar, além disso passam a lidar com as necessidades dos adolescentes com mais calma e racionalidade.

Por conseguinte, as problemáticas que acompanham a violência dentro das residências são diversas. Todavia não pode-se mais ignorar isso, não importando se são familiares ou não, a violência nunca será a saída e jamais a solução. Cabe ao governo investigar as casas e ter a certeza de que ninguém corre perigo, por meio de campanhas e patrulhas para que a sociedade possa viver uma vida tranquila sem traumas adicionais, criando gerações saudáveis mais a frente.