A supervalorização dos laços sanguíneos leva a sociedade a ignorar problemas familiares?
Enviada em 08/07/2022
A campanha “Quebrando o Silêncio”, criada pela Igreja Adventista do Sétimo dia no ano de 2009, apresenta como proposta a luta contra a violência doméstica, influenciada principalmente por relacionamentos abusivos dentro dos laços familiares. Diante disso, sabe-se que a realidade nas famílias ainda se mantém em preservar os agressores e agentes tóxicos dentro de casa. Logo, a supervalorização dos laços sanguíneos leva a sociedade a ignorar problemas familiares? A citar, a rígida educação vivenciada pelos filhos e as consequências de uma relações familiares problemáticas.
A princípio, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), foram registrados cerca de 21 mil casos de violência contra crianças e adolescentes envolvendo familiares. Sob essa perspectiva, é notável que diversas problemáticas são vivenciadas e camufladas dentro das instituições familiares, causadas pela rigidez em que eram submetidas os filhos, sob um regime extremamente severo e com pouco afeto, vivenciado principalmente em gerações mais antigas, que não tinham acesso ao conhecimento. Por conseguinte, diversos tipos de castigos dolorosos eram aceitos com normalidade ao serem feitos pelos pais ou responsáveis dentro dos lares.
Outrossim, de acordo com o filósofo Jean-Paul Sartre, “A violência, de qualquer forma que se manifesta, é uma derrota”. Deste modo, percebe-se que a violência não traz benefícios dentro da vida de ninguém e que, mesmo que sirva de alivio para o estresse dos responsáveis, é incoerente usar este tipo de postura. Porém, torna-se muito mais discretp quando o agressor é alguém da própria família, e as consequências desses atos são drásticas, que vão desde a perpetuação de um comportamento agressivo tido como comum, até casos de depressão e suicídio.
Portanto, deve-se, a partir do próprio núcleo familiar, por meio de ajuda profissional, como consultas terapêuticas periódicas, por exemplo, reverter quadros de comportamentos tóxicos e, em casos mais extremos, denunciar abusos cometidos, independente do laço sanguíneo. Logo, tais medidas serão realizadas a fim de otimizar a educação dentro dos lares e diminuir as consequências da uma má criação dos jovens.