A supervalorização dos laços sanguíneos leva a sociedade a ignorar problemas familiares?

Enviada em 09/07/2022

O sociólogo alemão Max Weber classificou as “Instituições Sociais” como uma ferramente de integração do indivíduo na sociedade, com tal quando o sujeito nasce a primeira organização de inclusão que esse tem contato é a família. Porém, a supervalorização dessa instituição social leva a sociedade a ignorar as problemas familiares. Logo, superestimação dos laços sanguíneos e suas problemáticas apontam para: a normalização da violência e, o lugar quase sagrado atribuído aos pais na sociedade.

Em primeiro plano, é necessário destacar como uma das consequências da supervalorização dos laços sanguíneos, e do ato de ignorar os problemas familiares, a normalização da violência contra a criança e o adolescente. Nesse sentido, segundo o antropólogo Erving Goffman no seu conceito de “Mortificação do ‘Eu’” o pensamento individual é coagido pelo do grupo, o que leva a perda do senso crítico. Dito isso, é notório que maioria dos grupos sociais consideram a família como essencial para o desenvolvimento do indivíduo, mas esquecem que essa quando composta por pessoas tóxicas só tendem a causar problemas a quem está inserido, assim violentando física e mentamentalmente crianças e até adultos.

Ademais, outro fator associado a supervalorização dos laços sanguíneos levando a sociedade a ignorar os problemas familiares é o lugar quase sagrado atribuído aos pais. Nessa óptica, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente no seu Artigo 22 imcube aos pais o dever de sustentar, guardar e educar seus filhos. Entretanto, em muitos casos esses familiares não zelam por seus protegidos, mas como tem compatibilidade sanguínea a sociedade acaba não se atentando por acreditar no senso comum de que todos os pais sabem o melhor para seus filhos. Portanto, indivíduos continuam em famílias tóxicas por pais serem “sagrados”.

Dessa maneira, para resolver a problemática da supervalorização dos laços sanguíneos e, que a sociedade pare de ignorar os problemas familiares é vital a ação do Ministério da Educação. Esse deve promover nas escolas de todo país debates e palestras, nas disciplinas de humanas e redação, e contando com a participação de psicólogos, que falem sobre como reconhecer famílias tóxicas e como denuncia-las. Com tal, será possível ajudaros jovens em situação de abuso.