A supervalorização dos laços sanguíneos leva a sociedade a ignorar problemas familiares?
Enviada em 03/08/2022
O livro Por Lugares Incríveis, conta a história de Violet e Finch, este sofria com um pai agressivo, que batia nele e o criticava frequentemente. Semelhante a ficção, muitas pessoas sofrem com agressores na família, tóxicos, abusadores e torturadores. Entretanto, devido a questões educacionais e falta de conhecimento sobre o assunto, a sociedade tende a ignorar os problemas familiares.
Em primeiro lugar, o indivíduo, desde pequeno, é ensinado a confiar estritamente na família. Por exemplo, os pais ensinam as crianças que não devem aceitar coisas de estranhos, que elas só podem ir embora da escola com alguém da família, entre outras recomendações que evitam sequestros. Isso faz com que a pessoa veja os laços sanguíneos como uma forma de proteção, e não de perigo. Como na série Spinning Out, que conta a história de uma patinadora que é pressionada pela mãe para ser perfeita, e ela só percebe o quanto a mãe era toxica, quando a jovem sofre um acidente, fica com dificuldades de se arriscar, e sua mãe apenas a critica, a considera fraca e a desmotiva.
Além disso, a sociedade não tem conhecimento de como a família pode scausar problemas para o indivíduo. Como no filme Fuja, que é sobre uma jovem cadeirante que mora com a mãe, contudo no decorrer do filme a menina descobre que a mulher que mora com ela não é sua mãe, e que ela lhe dava remédios para deixá-la na cadeira de rodas. E durante toda a vida da jovem, ninguém desconfiou dessa “mãe” ou verificou o que ela dava para a menina. Isso acontece, pois a comunidade considera que o ambiente familiar é amoroso, carinhoso e transmite proteção ao indivíduo. Por conseguinte, as pessoas não denunciam mais tratos ou não percebem quando ele acontece.
Portanto, são necessárias medidas que visem a ajudar as vítimas de problemas familiares e conscientizar a população sobre eles. Isso pode ser feito, pelo Ministério da Família, promovendo visitas de psicólogos em escolas que entrevistarão as crianças perguntando como é a relação delas com a família. Além de promover propagandas nos meios de comunicação sobre atentar-se sobre as relações de sua família e da de outras pessoas, e denunciar. Assim, as crianças não sofrerão mais como Finch e a população ficará mais atenta as relações familiares.