A supervalorização dos laços sanguíneos leva a sociedade a ignorar problemas familiares?
Enviada em 26/07/2022
No livro ´´ É assim que acaba`` da autora Colleen Hoover, a personagem Lilly cresce em um lar violento, no qual sua mãe era constantemente agredida fisicamente e moralmente pelo seu pai. Fora da ficção, vê-se que muitas pessoas passam pela mesma situção, em que se submetem a conviver com um familiar tóxico em razão dos laços sanguíneos. Nesse sentido, percebe-se que o estigma está intimidamente ligado à cultura em que as pessoas tem que ser mais toleráveis com parentes em relações agressivas e também a negligência estatal quando se trata do acolhimento de indivíduos que passam pelo problema.
Primeiramente, vale ressaltar que a problemática decorrente em nossa sociedade está ligada à uma cultura proveniente do passado em que para a família se manter únida e feliz tudo era suportável. Nessa perspectiva vale citar um fato não tão recente que aconteceu com a Maria da Penha, uma mulher farmacêutica que passou por essa triste situação, em que ela sofria constates tentativas de homícidio por parte de seu marido, mas felizmente conseguiu sair dessa situação e hoje é uma referência e inspiração para outras mulheres que passam ou passaram pelo mesmo ocorrido.
Ademais, nota-se a ausência de compromisso do governo brasileiro quando se trata do acolhimento de pessoas que passam pelo problema, pois é explícita a falta de envestimentos públicos na abertura de instituições que agregam vítimas de vilolêcia física e moral, percebe-se que as criações desses locais são altamente importantes, porque na maioria das vezes as pessoas não têm onde ir nem o que comer.
Portanto, para solução do estigma os orgãos governamentais devem criar intituições de acolhimento aos indivíduos que estejam saindo de um lar conturba-do dando apoio para que eles tenham uma recuperção de seu estado emocional, pois sabe-se que este transtorno pode afeta-los futaramente em sua vida social.