A supervalorização dos laços sanguíneos leva a sociedade a ignorar problemas familiares?
Enviada em 29/07/2022
O filme da Disney, Enrolados, conta a história de Rapunzel, que vivia trancada em uma torre. No decorrer da trama, se descobre que a seu mãe é, na verdade, uma bruxa que a roubou, ainda bebê, para usufruir dos seus poderes mágicos. Saindo das telas e indo para realidade, é possível encontrar histórias análogas e divergentes da de Rapunzel. A partir desse contexto, é valido analisar quais as influências que a família tem na formação do indivíduo.
Nessa perspectiva, afirma-se que a família é fundamental na formação do caráter de uma criança. Tal questão ocorre, porque, a família é considerada a instituição social básica, por ser a mais antiga e a primeira a se apresentar na vida da criança, como também, a partir dela é possível desenvolver as outras instituições fundamentais para o desenvolvimento humano. Sendo assim, os pais são responsáveis por ensinar os princípios e valores básicos para que seus filhos possam ser inseridos na sociedade, pois, são nesses princípios que os filhos serem moldados. Prova disso foi o estudo realizado pela UFCG, no qual afirma que 68,3% dos entrevistados optaram por carreiras na mesma área de trabalho de seus pais.
Convém pontuar, ainda, que a família é responsável por uma parte da população apresentar problemas psicológicos. Isso ocorre, pois, o dever da família é propiciar um ambiente saudável para o desenvolvimento dos seus filhos, algo que apresenta falhas, causando um adoecimento mental no ambiente familiar. Desse modo, muitas vezes, os métodos utilizados para educar os filhos, não condizem com a realidade do mundo atual, gerando, na criança, pensamento e sentimentos prejudiciais para o desenvolvimento psicológico. Um bom exemplo disso foi a pesquisa realizada nos CAPS de Maceió, na qual afirma que em 54,8% dos casos de pacientes com esquizofrenia, queixam-se de negligência familiar na infância.
Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver tais problemas. Cabe ao Poder Executivo Federal, mais especificamente o Ministério da Educação, promova o ensino de saúde mental nas escolas. Tal ação deve ocorrer por meio da implantação de um Projeto Nacional no qual seja apresentada palestras sobre adoecimento mental, tendo como o público alvo os pais e responsáveis, para que, assim, seja possível diminuir o desenvolvimento de problemas mentais.