A supervalorização dos laços sanguíneos leva a sociedade a ignorar problemas familiares?
Enviada em 16/08/2022
As relações interpessoais tóxicas são tema de frequente debate atualmente. Contudo, a supervalorização dos laços sanguíneos na sociedade brasileira, leva a população a ignorar problemas familiares. Dessa forma, o ensino atual doutrinador e o sistema judiciário enviesado, são os dois principais obstáculos a serem vencidos para solucionar-se esse entrave.
Nesse contexto, a legislação nacional falha várias vezes devido ao seu modo de funcionamento. Dito isso, um exemplo que demonstra essa ineficácia parcial é a pensão alimentícia, a qual possui o seguinte problema: Uma mãe, divorciada, tem o direito de exigir esse dinheiro, supostamente, com a finalidade de sustentar o seu filho. Entretanto, não existem métodos eficazes de fiscalização da responsável sobre o destino desse auxílio. Dessa maneira, a justiça brasileira acaba deixando algumas dessas mulheres, que usam a pensão para benefício próprio, impunes, devido ao sistema judiciário supervalorizar os laços sanguíneos, cegando-o nessas situações.
Outro fator existente, é a maneira como o ensino atual no Brasil faz a população acreditar na impecabilidade das relações familiares. Nesse sentido, Aristóteles, filósofo e matemático grego, formulou uma frase relativa a esse assunto “A educação tem raízes amargas mas, seus frutos são doces”. Análogo a isso, é melhor informar às pessoas sobre como agir diante de parentes tóxicos do que esconder a existência desses indivíduos ou seja, a base do conhecimento verdadeiro é amarga mas, somente aceitando-a para colher seus doces frutos.
Portanto, a supervalorização dos laços sanguíneos deve ser desmascarada a fim de melhorar as relações interpessoais no Brasil. Para isso, o governo deve tornar obrigatório o ensino de uma nova matéria escolar, a qual educará as crianças e adolescentes a identificarem e lidarem com familiares tóxicos, isso se dará por meio de uma nova lei, que fará essa regulamentação valer, com a finalidade de dismistificar essa ilusão com os parentes. Dessa maneira, colher-se-á os “frutos doces” mencionados por Aristóteles.