A supervalorização dos laços sanguíneos leva a sociedade a ignorar problemas familiares?
Enviada em 10/08/2022
Na série “The act” narra a história da relação de mãe e filha. Gypse (filha) desde de pequena acredita que sofre de várias doenças por causa de sua mãe que sempre cuidou dela, porém sua mãe era extremamente controladora e quando ela chega na adolescência ela descobre que sua doença nunca existiu, mas sim que era sua mãe que a envenenava. Fora da ficção, o que se passa no filme não está distante da realidade da nação, visto a supervalorização dos laços sanguíneos que leva a sociedade ignorar os problemas familiares, essa grande valorização se dar pelo grande tabu de falar sobre relações tóxicos que existe dentro da família.
Primeiramente vale lembrar que nosso primeiro contato com o ser social é com a família, então é razoável criar a supervalorização dos laços sanguíneos, já que o nosso primeiro contato com afetividade vem de parentes. “Estabelecer limites de uma relação no contexto familiar é ainda mais difícil , pois nem sempre as fronteiras do que é ou não abusivo estão claras”, Afirmação do psiquiatra Filipe Batista. De acordo com o exposto, é evidente que existe uma grande dificuldade em saber quando uma relação está sendo tóxica por conta do ideal romântico e da família patriarcal faz acreditar que só porque é família não faz mal isso se torna
motivo de sofrimento para aqueles que sofrem com a toxidade familiar.
Ademais, o tabu é o principal motivo para encontrar o fim dessa problemática pois os individuos tem receio de se relacionar e se expor com outras pessoas por esse problema ser visto como algo proibido para muitas pessoas e quanto mais isso for um tabu familiares vão continuar sendo tóxicos e as vitítimas será cada vez mais preujudicadas, tendo caso até de problemas de saúde mental.
É urgente, portanto que as relações tóxicas sejam tratados de forma racionalizada.
Dessa forma o Ministério da educação em conjunto com as mídias, promovam esclarecimento popular, a fim de desmistificar as relações de parentesco, extinguindo a histórica supervalorização destas. Simultaneamente o Ministério da Saúde deve fazer projetos socias de apoiou para as vítimas que sofrem dessa toxidade familiar com profissionais qualificados. A partir disso, será possível garantir que a influência da família na personalidade seja positiva, e não nociva.