A supervalorização dos laços sanguíneos leva a sociedade a ignorar problemas familiares?
Enviada em 13/08/2022
Não só dizem que a família é a base de tudo, como também, é nela que o indivíduo aprende a desenvolver relações com outras pessoas, e primordialmente, encontra-se o sentimento de segurança e acolhimento. Conforme essa idealização, presencia-se a supervalorização dos laços familiares na sociedade, sendo essa por vezes tão negligente, que o ser humano não percebe o quanto as pessoas, as quais mais se ama, são as mais capazes de magoa-lo.
Dessa maneira, por ser ensinado a nutrir tal enalteciemento das relações sanguíneas, o ser entende que é seu ‘‘dever’’ aguentar a manipulação, o distanciamento afetivo ( o qual inclui a falta de abraços, mais a ausência de uma comunicação ativa e empatica com os pais) e o abuso físico e piscológico, pois acredita que essa é a maneira que sua figura paterna desmostra amor. Além disso, pode-se mencionar, que a toxidade no seio familar é reprimida pela criança, pois a mesma sempre buscara validação dos pais, tentando alcançar as expectativas dos mesmos.
Eventualmente, essa criança desenvolvera inseguranças sobre si, podendo manifestar sentimentos de não pertencimento ao lugar que vive ou nem conhecimento de si mesma, e consequentemente desenvolver ansiedade, depressão ou transtono de personalidade. Um exemplo ficcional que espelha a realidade de ambientes famílares tóxicos é retratado na série ‘‘Moon Knight’’ da Marvel Studios, a qual mostra a relação conturbada de Marc e sua mãe. Após a morte acidental do filho mais novo, a mãe culpara Marc por não conseguir salvar o irmão de um afogamento. A mulher transferiu toda sua dor emocional para o filho mais velho em forma de violência física, batendo-o, e também, odiando-o. Marc não sabendo lidar com os eventos traúmaticos, criara uma nova persona, chamada de ‘‘Steven’’, a qual apenas tinha lembranças boas de sua mãe.
Portanto, é necessário saber identificar os sinais de toxidade familiar e busar auxílio piscológico posteriormente ao se sentir inferiorizado, inseguro e infeliz no âmbito familar, para que seja possível, com o devido tratamento, o indivíduo desenvolver inteligência emocional para desconstruir as inseguranças e ser capaz de se sentir autossuficente.