A supervalorização dos laços sanguíneos leva a sociedade a ignorar problemas familiares?

Enviada em 25/08/2022

Para a Psicanálise, o papel da família pode influenciar no desenvolvimento da personalidade individual. Todavia, a supervalorização dos laços sanguíneos leva a sociedade a ignorar problemas familiares. Nesse sentido, é necessário desmistificar as relações baseadas somente no sangue, assim como combater a indiferença social perante as adversidades da família.

Entretanto, este pensamento tem origem religiosa, uma vez que, para o cristianismo, a família é algo sagrado e deve ser apoiada e mantida a todo custo.

Esta opinião permaneceu até os dias atuais, porém, vem sendo posta em prática ao extremo, colocando, até mesmo, os Direitos Humanos como “plano de fundo.

Diante desse contexto, segundo o conceito de “Banalidade do Mal”, da pensadora Hannah Arendt, ocorre uma massificação social, em que a toxidade humana é comumente ignorada. Sob esse viés, percebe-se que o ideal da filósofa se perpetua no século XXI, já que os indivíduos se mostram tão inocentes a ponto de banalizarem o mal oriundo da família. Isso é comprovado por diversas situações, nas quais o perdão nem é gerado.porquanto o revés não é refletido: em muitos casos de assédio sexual entre pais e filhos, por exemplo, estes não percebem a existência de tal ato e negligenciam-no, futuramente, com a incredulidade desse acontecimento, em virtude da supervalorização familia

Portanto, a fim de solucionar o problema, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos deve promover campanhas para jovens e adultos sobre o autocuidado no ambiente familiar,

mostrando como detectar atitudes tóxicas ou

abusivas e como se defender diante delas, além de trabalhar a sociedade com o intuito de diminuir o índice de abusos familiares na sociedade contemporânea