A supervalorização dos laços sanguíneos leva a sociedade a ignorar problemas familiares?
Enviada em 31/08/2022
O artigo 1° da Declaração Universal dos Direitos Humanos diz que todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. No entanto, ao observar o cenário brasileiro, é visível o descumprimento desse documento e da própria constituição nacional por conta de uma supervalorização dos laços sanguíneos. Primeiramente, o trabalho infantil, muita das vezes obrigatório pelos pais, é um problema extremamente romantizado no Brasil. Conseguinte, as agressões verbais e físicas também são atenuadas.
Dessa maneira, a exploração infantil é vista de forma banal e necessária para o sustento da família. De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, todo e qualquer tipo de trabalho é proibido até os 13 anos. Nesse sentido, a raiz do problema é o estado em que o Brasil se encontra há anos, onde miséria e pobreza dominam o território e trazem à tona pais e mães que usam seus filhos como forma de completar a renda no final do mês. Consequentemente, é tirado os direitos básicos que essas crianças possuem já no início de suas vidas.
Dessarte, a violência verbal e física dos pais para com os filhos é outro fator banalizado pela sociedade brasileira. Conforme o monge budista Dalai Lama, violência não é um sinal de força, mas sim de fraqueza e desespero. Isto é, as famílias que educam suas proles dessa forma, demonstram a mediocridade humana pela falta de paciência e dos métodos corretos de educação. Seguidamente, tais atos bárbaros e ultrapassados influenciam no crescimento psicológico da criança e, de acordo com a constituição brasileira, esse tipo de agressão é crime, mais conhecida como Lei da Palmada.
Por isso, é necessário tratar de soluções para os problemas supracitados. Dessa forma, a Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente precisa realizar uma grande pesquisa em todo Brasil para mapear a exploração infantil em todas suas nuances e, a partir de verba governamental, garantir uma renda para famílias em extrema miséria, além de acompanhar a(s) criança(s) mensalmente e garantir que os pais estejam cumprindo com seu papel de prover educação, saúde e carinho para seu crescimento físico e psicológico saudável.