A supervalorização dos laços sanguíneos leva a sociedade a ignorar problemas familiares?

Enviada em 06/09/2022

O livro do escritor irlandês Joseph Murphy, “O Poder do Subconsciente”, evidencia a importância de uma mente saudável para obter grandes resultados profissionais, pessoais e sociais. Contudo, na contemporaneidade, esse estado de bem-estar é afetado frequentemente por familiares, e a supervalorização dos laços sanguíneos, nesse caso, é um problema, pois leva o indivíduo a ignorar a situação. Diante disso, depreende-se que a falta de acesso a psicólogos e o estereótipo de relações familiares perfeitas contribuem para o agravamento desse cenário.

Inicialmente, deve-se pontuar que a carência de terapia é um fator originador do problema. Isso porque, o apoio psicológico contribui para que o paciente identifique relações tóxicas e deixe de ignorar os conflitos familiares. Nesse sentido, é relevante citar o filme Coringa, no qual o personagem Arthur Fleck sofria maus tratos de sua mãe na infância e, após perder as assistências sociais, não conseguia mais lidar corretamente com as lembranças do seu passado e diversos conflitos surgiram. Dessa forma, torna-se notório que o auxílio é extremamente necessário, caso contrário, o cidadão pode sofrer consequências negativas por não estar ciente de como agir em casos de problemas com parentes.

Ademais, o estereótipo de que as relações entre indivíduos de mesmos laços sanguíneos são sempre positivas identifica-se como outro aspecto marcante da problemática. Sob essa ótica, vale ressaltar que com os avanços tecnológicos e o crescimento de dogmas como o de Steve Jobs, um dos fundadores da empresa Apple, de que a tecnologia move o mundo, surgiram no contexto virtual inúmeras redes sociais, onde os usuários divulgam somente momentos bons em família. Desse modo, conclui-se que o cidadão que possui o hábito de usar esses recursos e ver apenas a parte boa de relacionamentos tem a tendência de ignorar situações negativas por acreditar em rótulos criados sobre esses afetos na internet.

Portanto, para solucionar, cabe ao governo investir na saúde mental da sociedade, por meio da disponibilização de psicólogos gratuitamente em postos de saúde, a fim de auxiliar os cidadãos a lidar e identificar problemas familiares, para que, assim, a supervalorização dos laços sanguíneos não induza a ignoração desses casos e, as redes sociais, não influenciem-os com rótulos sobre as relações.