A supervalorização dos laços sanguíneos leva a sociedade a ignorar problemas familiares?
Enviada em 25/10/2022
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal Dos Direitos Humanos determina que todo indivíduo tenha acesso à educação, saúde e lazer. No entanto, para garantir tais necessidades é necessário garantir um ambiente social minímamente saúdavel. Nessa esteira, percebe-se que abuso pscicológico infantil e problemas no carater adulto, são causas e consequências da sociedade ignorar problemas familiares devido a super valoriação dos laços sanguíneos.
Em primeira análise, é válido notar que a falta de afeto é prejudicial ao desenvolvimento do indivíduo, ainda mais quando isso vem de familiares. Nesse sentido, a novela ‘‘Carossel’’, mostra o desenvolvimento da personagem Maria Cecilia, que passa a maior parte da vida tentando acender socialmente, pois sempre ouviu da mãe que a gravidez foi a responsável por acabar com toda sua carreira profissional e acaba tendo um surto em determinado momento por causa disso. Em resumo, fica provado que ambientes desequilibrados emocionalmente podem gerar problemas mentais no desenvolvimento infantil.
Em segunda análise, é possível notar que a instituição familiar tem um papel fundamental no desenvolvimento do carater do indivíduo. De acordo com psicólogo Tiago Ravanello, a familia tem papel fundamental na construção das dores e fragilidades dos indivíduos. Nessa perspectiva, a obra japonesa ‘‘Demom slayer’’, mostra a rivalidade odiosa entre dois irmãos, que foi gerada pela demonstração de afeto desigual por parte do pai, onde um acaba tendo que matar o outro. Em síntese, é nítido que a convivência familiar é extremamente crucial para o carater futuro do indivíduo.
Portanto, é necessário que medidas sejam realizadas para resolver a problemática citada acima. Urge, que o Ministério da Educação, responsável pelo desenvolvimento educacional no Brasil, crie, por meio do investimento de capital programas de assistência familiar em todas as escolas. Dessa forma, espera-se identificar crianças e adolescentes que tenham em sua residência algum tipo de relacionamento tóxico que possa afetar seu desenvolvimento mental e social. Desse modo, com a criação e execução dessa medida o Brasil estará mais próximo de se adequar a lei criada em 1984.