A supervalorização dos laços sanguíneos leva a sociedade a ignorar problemas familiares?
Enviada em 14/10/2022
Na obra ‘‘É assim que acaba’’ da autora Collen Hoover, a protagonista sofre com seu pai abusivo, presenciando diversas agressões contra sua mãe, porém a mesma pedia que sua filha não realizasse denúncias e apenas vivesse normalmente, pois eram uma família. De maneira semelhante a isso, é perceptível que a sociedade tende a ignorar problemas familiares. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a normalização deste conflito e os traumas decorrentes destas situações.
Em primeira análise, evidencia-se que a população trata os problemas familiares como algo normal, que ocorre em todas as famílias, e esta normalização faz com que as pessoas ignorem o caso. No entanto, em alguns casos ocorrem conflitos sérios, como agressões. Dessa forma, é importante estar atento, pois apesar de ser um fator comum na sociedade, não pode ser ignorado, devido a sua seriedade.
Além disso, é notório que muitas pessoas desenvolvem traumas devido aos problemas familiares, como alguns sujeitos têm a personalidade afetada em consequência do descaso por parte de parentes, ou até mesmo por sofrer abusos destes. Desse modo, como cita o filosófo Bauman: ‘‘Não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas’’. Consoante a isso, os indivíduos devem ter a percepção da anormalidade nestas situações para que não continuem ocorrendo.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham a ampliar o conhecimento das pessoas quanto a relevância que os problemas familiares têm na sociedade. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, realizar palestras, distribuir panfletos e informações na internet acerca deste assunto, a fim de que os cidadãos parem de ignorar esses problemas. Somente assim, haverá uma diminuição nestes conflitos, trazendo relações familiares saudáveis.