A supervalorização dos laços sanguíneos leva a sociedade a ignorar problemas familiares?

Enviada em 27/10/2022

No excerto machadiano " O menino é pai do homem" se evidencia que o âmbito familiar, assim como o desenvolvimento cognitivo e social da criança, impacta de forma decisiva no futuro adulto em meio sociável. Nesse contexto, as relações familiares são a base da evolução do indivíduo, em que necessariamente carecem de equilíbrio entre educação, com base em valores morais, e sentimentalismo. No entanto, verifica-se que os vínculos parentais são dotados, em diversos casos, de abuso emocional, o qual poderá desencandear diversos prejuízos aos laços cosanguíneos, como distanciamento parental e doenças psicológicas.

A priori, vale-se ressaltar que com o advento das novas tecnologias de entretenimento, como também das mídias sociais, o contato físico e as relações interpessoais foram impactadas, destacando-se, nesse aspecto, o diálogo familiar, o qual se tornou suscetível a escassez. Com base nisso, as interações ficaram expostas a fragilidade, a qual possibilita o afastamento de um determinado meio social sem causar, em geral, grandes comoções. Segundo o conceito de modernidade líquida de Bauman, as conexões hodiernas são suficientemente superficiais para que, a qualquer momento, possam ser desfeitas. Outrossim, nota-se que atualmente os indivíduos prezam cada vez mais pelo seu bem-estar, logo, vínculos constituídos de abuso emocional ou até mesmo violência física passaram a não ser mais negligenciados, levando-se à perda comunicacional e sentimental.

Ademais, enfatiza-se que, culturalmente, a adoção de uma doutrina religiosa ou opinião política se torna também um estilo de vida, o qual estabele o modo de agir e pensar. Nesse aspecto, há uma tendência a negação de ideologias parentais que sejam contrarias as quais foram adotadas, ações nas quais são causas de divergências familiares, pois além da rejeição, poderá também ocorrer ofensas e repreensões, que ,em recorrência, propicia o aparecimento de doenças psicológicas nos indivíduos, como ansiedade e depressão.

Portanto, evidencia-se que a não aceitação das diversidades no âmbito familiar favorecem o afastamento parental. Fazendo-se necessário que as mídias sociais promovam campanhas publicitárias, com o intuito de disseminar o respeito mútuo entre as pessoas. Assim, espera-se reduzir o distanciamento cosanguíneo.