A supervalorização dos laços sanguíneos leva a sociedade a ignorar problemas familiares?
Enviada em 01/11/2022
Desde a Grécia Antiga, sobretudo em Atenas, o papel da mulher é manter a coe-
são familiar, o que se tornou um grande pilar social. Atualmente, essa costrução do lar tem sido prejudicial a elas, uma vez que se anulam em nome da boa convivên-cia de casa. Dessa maneira, percebe-se que a supervalorização dos laços familiares
e a dependência emocional podem levá-las a calarem diante de possíveis violências
domésticas que possam sofrer, o que pode acarretar doenças psiquícas.
Primariamente, fica claro que os valores morais em torno dessa problemática são aperfeiçoados ao longo do tempo. Nesse sentido, há o exemplo dos casamentos durante a Idade Média, que não passavam de contratos entre nobres para manter a estabilidade política e financeira, assim, eram feitos apenas para mostrar á socie-
dade. Diante disso, por conta desses valores, muitas mulheres sofrem agressões fí-
sicas e verbais para que consigam mostrar ao corpo social o bom desempenho de seu papel como mãe e esposa.
Além disso, existe um apego emocional pelo marido que faz com que não enxer-guem a vida fora daquele núcleo familiar tradicional. Por conseguinte, a obrigação
de manter um lar, a qualquer custo, gera ansiedade e depressão nas donas de casa
que pretendem mudar de vida mas não conseguem sair desse ciclo por conta da
pressão social em cima delas. Com isso, nota-se a necessidade de que a população
evolua em seu pensamento acerca de tradições tão antigas, que podem ser malé-
ficas para determinada parcela do povo.
Portanto, urge que medidas sejam tomadas a fim de amenizar o quadro atual. Pa-ra isso, a OMS deve criar campanhas de conscientização às mulheres que passam por esse tipo de situação, com orientação para que procurem a polícia nos casos que são necessários. Isso será feito com engajamento nas redes sociais, no intuito a mostrar que se elas quiserem existem outras alternativas para as suas vidas, além da contratação de psicólogos para que ofereçam apoio nesse momento de fragilidade. Tal projeto tem a finalidade de esclarecê-las sobre a sua liberdade de viver como preferir, somente assim elas terão um maior poder de escolha.