A supervalorização dos laços sanguíneos leva a sociedade a ignorar problemas familiares?
Enviada em 27/06/2023
O psicólogo Abraham H. Maslow, defende em sua “Teoria das necessidades humanas” que a família é uma necessidade essencial para a realização pessoal. Nos dias que correm, muito se debate a cerca da supervalorização dos laços sanguíneos frente a conflitos familiares. Sob esse aspecto, percebe-se que todas as vivências atreladas a essa organização social geram consequências e, se tratando de uma família desfuncional, a mesma pode gerar problemas irreparáveis para o indivíduo em formação, devido a deturpação familiar.
Em primeira análise, é indubitável que o comportamento dos pais influencia diretamente nas ações dos filhos. A título de exemplificação, cita-se a série “Os outros” da emissora TV GLOBO. Tal produção cinematográfica possui enfoque principalmente nos atos de Rogério, adolescente, que influênciado pelo comportamento do pai, agride a um colega quase o matando. Diante do exposto, fica claro como a postura dos pais reflete nas ações dos filhos, tornando-se evidente a seguinte relação: progenitores agressivos geram filhos violentos.
Ademais, deve-se pontuar que o maior índice de abusos infantis ocorrem “dentro de casa”. Quanto a isso, dados do Ministério dos Direitos Humanos revelam que 90% da violência sexual contra cianças acontecem no ambiente familiar. Crime esse, praticado por quem deveria protegê-las. Isso significa que nem sempre o elo parental está baseado em princípios protetivos, configurando-se como uma corrupção dos direitos infanto - juvenil.
Depreende-se, portanto, a urgência em modificar a realidade apresentada. Para isso, cabe a todos os indivíduos, juntamente com o Ministério dos DireitosHumanos e da Cidadania, responsável por demandas da criança e do adolescente, atuarem através de medidas assertivas que visem dirimir os malefícios desse panorama. Isso deve ocorrer através da atuação do Ministério dos Direitos Humanos na intensificação da fiscalização referente ao cumprimento das leis de proteção infanto - juvenil já existente. Juntamente com o apoio de cada cidadão, através de posturas mais sensíveis às necessidades infantis, para assim, auxiliarem ativamente menores próximos que estejam em situações de vulnerabilidade . Promovendo dessa forma, uma maior rede de apoio para crianças que convivem com seus agressores devido a laços sanguíneos. Isso deve ocorrer o quanto antes na sociedade brasileira, pois como constatou Anne Frank: “Que maravilha é ninguém precisar esperar um só momento para melhorar o mundo.”.