A supervalorização dos laços sanguíneos leva a sociedade a ignorar problemas familiares?
Enviada em 25/08/2023
A normalização das ideias e da cultura conservadora de família são prejudiciais para o combate à problemas familiares. Isto por que, muito dos casos de abusos e agressões sejam elas físicas, verbais, ou psicológicas, acontecem dentro do núcleo familiar. Todos esses tipos de abusos são prejudiciais para as crianças pois afeta o desenvolvimento saudável e pode causar problemas mentais sérios no indivíduo.
No Brasil os abusos sexuais realizados à criança por algum parente chegaram numa margem de 82,5%. A família, membro responsavel no desenvolvimento de uma criança, sendo responsavel por cuidar e educa-lá em 82% das vezes é responsável por maltratar e abusar sexualmente dela. Mesmo sendo um assunto extremamente sério, acredita-se, que muitos casos não são computados. Isso se dá pois o Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (Viva), desenvolvido pelo próprio ministério, ainda não foi implementado em todo o país.
Os abusos psicológicos, talvez sejam as mais difíceis de serem detectadas, devido a falta de abusos físicos, não deixando marcas ou hematomas. esse tipo de violência levanta altas preucupações no desenvolvimento infantil, podendo gerar baixa alto estima, mudanças de humor e com o tempo, levar ao suicídio. A tortura psicológica é um processo de subjetificação da criança a um estado de objeto de maus tratos. Como a origem dosmaus tratos é pertence à esfera do privado, a violência doméstica acaba se revestindo da tradicional característica de sigilo se mantendo invisível e que causam marcas emocionais que podem perdurar por toda a vida.
Em suma os abusos cometidos por parentes, são prejudiciais para a saúde e educação da criança, incluindo impactos imediatos, como danos posteriores a longo prazo, que se projetarão em sua vida adulta. Sendo assim dever do estado criar campanhas visando acabar com a supervalorização familiar. É dever também das escolas de criar aulas sobre educação sexual e sobre abuso sexual, como forma de trazer visibilidade ao assunto e dar atenção a casos menores de negligência e violência domestica, tornando mais fácil para as crianças de entender e identificar esses casos de abuso.