A supervalorização dos laços sanguíneos leva a sociedade a ignorar problemas familiares?
Enviada em 28/10/2024
A família no “Brasil Colonial”,ocorrido, entre os séculos XVI e XIX, é comumente, denominada de “patriarcal”,e caracteriza-se pela exaltação dos laços sanguíneos entre os membros integrantes,quase que a “sacratizando”.Haja vista que, na conjuntura do período em questão, a consanguineidade favorecia, muitas vezes, a opressão de membros como mulheres e crianças, em detrimento ao poder concedido ao pai de família. Hodiernamente, no entanto, a realidade não diverge muito da ocorrida durante o período colonial, uma vez que, a hipervalorização dos laços sanguíneos persiste,leva a sociedade brasileira a ignorar problemas como o abuso sexual infantil e o narcisismo parental, no âmbito familiar.
Antes de mais nada, é importante mencionar que,a recorrência do abuso sexual infantil consanguíneo é,por diversas vezes, retratada em obras a exemplo do filme “Preciosa”, cuja o enredo retrata uma jovem que desde criança era abusada sexualmente pelo próprio pai.Não obstante a isso, fora da ficção, a sociedade brasileira parece ignorar,ainda, a ocorrência desse crime por parte de parentes de sangue.Prova disso,é que, de acordo com uma notícia publicada pelo site “G1”, em 2024, um pai foi preso por abusar sexualmente de seus filhos, mostrando que a supervalorização dos laços sanguíneos não deve ocorrer, já que ,os abusadores podem ter o mesmo sangue das vítimas.
Ademais, é relevante dizer que o narcismo parental é um mal oriundo da “falsa noção” de superioridade dos sentimentos segundo a renomada psiquiatra Ana Beatriz , especialmente, dos pais, muitas vezes sanguíneos, em detrimento aos dos filhos.Uma prova disso é a comum retratação desse mal em novelas como “Amor à Vida” da Globo, em que o personagem Félix é,demasiadamente, humilhado por seu pai, sem que a família questione essa postura.Isso explicita que a supervalorização da consanguineidade pode levar a sociedade a ignorar problemas como o narcisismo familiar.
Portanto,percebe-se que a supervalorização dos laços sanguíneos pode levar muitos a ignorarem problemas familiares .Logo,faz-se preciso que o Estado com-bata tanto o abuso infantil,quanto o narcisismo parental,mediante à realização de palestras em capitais,denunciando os casos consanguíneos,visando mitigá-los.