A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 16/03/2020
Em relação à criminalidade, o Brasil exibe estatísticas assustadoras. Em 2019, o Atlas da Violência indicou que o país sangrava mais de 60 mil casos de homicídio, sendo certo que meliantes surrupiaram ou lesaram milhões de patrimônios de brasileiros. Nesse cenário, a tecnologia mostra-se como uma forte aliada da segurança pública, pois, por meio de seus apetrechos, vieram auxiliar de forma bastante eficaz as ações policiais.
Em primeiro lugar, é interessante notar que a tecnologia, se associadas a outras medidas, é decisiva na luta à criminalidade. Em Nova York, por exemplo, investiu-se na associação de câmeras de vigilância e em mais policiais, reduzido-se as taxas de crimes a níveis equivalentes ao de 1951. Isso mostra que, se os agente de monitoramento forem treinados para o uso escorreito das câmeras, respeitando-se a privacidade privada, pode-se obter muito sucesso na empreitada, eliminando, inclusive, abusos policiais.
Por outro lado, em épocas digitais, é preciso verificar que a Central de Denúncias de Crimes Cibernéticos recebeu quase 50 mil denúncias de pornografia infantil em 2018. De fato, é impossível que um ser humano verifique todas essas ocorrências. Porém, o departamento de computação da UFMG desenvolveu um programa capaz de identificar se uma fotografia ou vídeo é pornográfica; e, depois, verifica a idade do rosto. Assim, além de privar que um policial tenha o impacto laboral dessa análise insalubre, esse mecanismo consegue processar cerca de três imagens por segundo.
Portanto, se o Brasil quiser melhorar seus índices de criminalidade, é necessário implantar mecanismos tecnológicos. Nesse caso, o Ministério da Justiça, por meio do Ministro Sérgio Moro, poderia reservar uma parcela do orçamento a fim de ser concedida linhas de crédito para Estados e Municípios, os que poderiam ser pagos em parcelas em um prazo de 10 anos. Dessa forma, esse entes federados poderiam realizar licitações de itens de segurança para instalar centrais de monitoramento por câmeras de alta resolução. Essa prática iria desestimular crimes de violência contra a pessoa e o patrimônio, preservando a dignidade do brasileiro.