A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 17/06/2021
Câmeras de alta definição, drones, inteligência artificial e equipamentos de reconhecimento facial. Essas são algumas das tecnologias adotadas no Brasil ao enfrentamento da criminalidade nacional. Com o uso dessas ferramentas tecnológicas, sobretudo por parte dos agentes de segurança, é possível identificar autores de crimes e agir preventivamente, evitando assaltos, roubos e outros atos violentos que, eventualmente, poderiam ser praticados. Contudo, os altos custos de aquisição dos equipamentos técnicos e a falta de preparação de alguns policiais são obstáculos para o efetivo combate brasileiro à criminalidade. Dessa forma, cabe ao governo investir em medidas que suprimam esses entraves.
Nesse contexto, destaca-se como um relevante benefício da tecnologia no combate aos delitos, a identificação de criminosos. Isso ocorre porque com a utilização de câmeras de alta definição e da inteligência artificial para adquirir dados de identificação dos suspeitos, os agentes de segurança têm maior facilidade para reconhecer o possível meliante. Segundo dados do portal de notícias ‘G1’, o governo do Rio de Janeiro ao realizar, em 2019, teste com câmeras de tecnologia de reconhecimento facial, conseguiu deter, em quatro meses, sessenta e três procurados da justiça. Assim, percebe-se que o uso da tecnologia por guardas pode auxiliá-los na otimização das suas atividades. Ademais, com o uso de drones, por exemplo, é viável aos policiais o rastreamento e a análise do modo de ação dos meliantes em uma dada área. Desse modo, observando como os infratores agem, os agentes de segurança poderão impedir a efetuação de crimes, tornando os seus trabalhos mais eficientes.
Entretanto, há obstáculos que precisam ser superados para a efetivação da tecnologia no combate à criminalidade no Brasil. Entre eles ressalta-se o alto custo para obtenção de ferramentas tecnológicas, tendo em vista que, em especial, os agentes de segurança necessitam adquirir uma quantidade expressiva de aparatos digitais de excelente qualidade, o que acaba encarecendo a implantação. Além disso, o despreparo técnico de alguns policiais contribui para os entraves de enfrentamento. Como muitas instituições de segurança não investem na formação tecnológica dos seus membros, esses profissionais acabam não apresentando habilidades suficientes para lidarem com os equipamentos digitais existentes, dificultando, por isso, o embate contra a marginalidade. Dessa maneira, percebe-se que a Constituição é desrespeitada, já que a segurança, direito social do cidadão, é prejudicada.
Portanto, objetivando superar os obstáculos à concretização da tecnologia no combate à criminalidade, cabe ao governo federal disponibilizar verbas aos chefes de segurança dos estados. Estes, por sua vez, devem investir, por meio de parceria com instituições de ensino, cursos de formação técnica aos policiais, a fim de que esses agentes adquiram habilidades tecnológicas necessárias.