A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 05/09/2019

Na famosa distopia 1984, de George Orwell, a tecnologia das teletelas vigiava constantemente os cidadãos e os tornava sempre alertas aos comandos do Grande Irmão. A obra, um clássico da literatura, foi um alerta para o crescimento do totalitarismo e um sentimento de desesperança diante dos rumos da humanidade. Em analogia, embora o crescimento da criminalidade no Brasil aponte para a urgente necessidade de modernização de medidas preventivas de segurança coletiva, a severa restrição às liberdades dos indivíduos e o arcaico sistema policial e judiciário colaboram para o ambiente de insegurança e impunidade no país.

Nesse sentido, a restrição ao porte de armas e os abusivos impostos sobre os produtos modernos de segurança são um grave desrespeito aos direitos naturais dos indivíduos. Antes disso, autores de caráter mais liberal, como é o caso do economista Ludwig Von Mises, contestam que o aparato estatal exerce coercitivamente o monopólio da violência e, com isso, restringe decisivamente a liberdade dos cidadãos. Assim, indiretamente, a burocracia inviabiliza a segurança dos mais indefesos e eleva o custo do aparato tecnológico.

Além disso, as áreas mais pobres, onde o Estado se faz mais ausente, são as que mais sofrem com o violência - tanto a do tráfico como a polical. Justo por isso, medidas avançadas de segurança são cruciais para que o combate à criminalidade seja efetivo e não promova ainda mais injustiças sociais, como balas perdidas ou erros de caráter judicial. Mudar esse fato, portanto, requer a participação do Estado no sentido de viabilizar a modernização do sistema de seguranla e desburocratizar setores sensíveis à sociedade.

Para isso, é crucial que o poder executivo atue na desburocratização e redução de impostos sobre importação e produtos nacionais como câmeras e sistemas de monitoramento, tornando-os mais acessíveis para a população. Ao mesmo tempo, é urgente  que o Governo Federal invista na modernização do setor judiciário e policial através da aquisição de equipamentos que reduzam as possibilidades de erros de julgamento e a vulnerabilidade dos cidadãos inocentes para que, dessa forma, seja possível reverter a impunidade e garantir uma efetiva segurança para os indivíduos.